quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Crônicas de Drunmon parte 9 - Civilização + um aviso qualquer

Pretendo ir para os túmulos amanhã de manhã. Só não sei onde fico essa noite. Eu não acho que seja uma boa idéia ficar na casa do Faendal de novo, seria muito abuso da boa vontade dele. Acho que vou para uma estalagem aqui em Whiterun mesmo.

            Agora são nove e meia da noite, passei o dia todo vagando por Whiterun, só pra conhecer mesmo, aquele crente que estava berrando hoje de manhã me deu um amuleto de Talos, ele falou que ele podia diminuir o tempo entre os usos do Thu'um, eu aceitei apesar de não saber o que isso significa. Nesse momento Talline deve estar furiosa comigo, ela voltou pra Riverwood. Eu não ligo, vou ficar na estalagem Pavilhão da Égua aqui em Whiterun.

            Ao chegar a estalagem vi um grupo de bêbados cantando, eu parei e pedi um copo de hidromel, bebida nórdica alcoólica. Enquanto eu bebia um homem, nórdico provavelmente, chegou e sentou ao meu lado, seu ombro bateu no meu e me fez derrubar o copo.
- Olha só o que temos aqui, não é você aquele bravo guerreiro que matou um dragão ontem? - o homem tinha um bafo muito forte de álcool - aposto que não aguenta um soco meu! Gah hah! hah! hah! hah!
Ele gargalhava enquanto meu ódio aumentava. Eu pedi outro copo para a atendente e me afastei um pouco do bêbado ao meu lado. Eu bebi e fiquei um tempo ali sentado, apenas espairando os ânimos.

            Quando olhei pro lado vi a atendente da estalagem sendo agarrada pelo mesmo homem que estava do meu lado.
- Você é uma gracinha, sabia? O que acha de ir para meus aposentos hoje? Gehehehe!
            Era asqueroso. Ela tentava afasta-lo mas ele não desgrudava. Eu obviamente não podia ficar parado e observando. Rapidamente levantei e segurei o braço do nórdico alcoólatra.
- Ora, ora! Tentando bancar de herói? Vou te mostrar, seu preto!
Ele soltou a mulher e tentou me socar, eu desviei e virei outro na cara dele, que caiu sentado no meio do bar. Até que levei um soco na barriga de outro nórdico, estava bêbado também e provavelmente era amigo do outro que eu soquei. Eu olhei pra direção dele e vi mais três pessoas vindo em minha direção. Levei um soco no rosto e cai no chão também. "O que faz em Skyrim, seu inferior?", "Suma daqui! Oblivion é o seu lugar" eles diziam, todos preconceituosos. Acho que não vão dizer o mesmo quando eu fazer eles beijarem a lona. Levantei novamente e apliquei um golpe no rosto do mais alto, que foi nocauteado. O outro tentou desferir um chute na minha perna pra me fazer cair de novo, mas eu esquivei e fiz a sola da minha bota encontrar o peito dele, caiu também. E o último ainda estava de pé, meio aflito, mas querendo briga.
- Suma daqui logo - eu falei, ele correu pra fora do bar.
Quando olhei ao redor todos estavam olhando para mim. Coloquei a mão no bolso, tirei dez septims e coloquei em cima do balcão.
- Vou passar a noite, senhorita - falei e fui para um quarto da estalagem.

Eram onze horas da noite, ainda tinha algumas pessoas no andar de baixo da estalagem. Eu ouvi passos vindo em direção ao meu quarto, coloquei a mão na espada que estava em cima do criado-mudo, afinal poderia ser um dos nórdicos querendo vingança. A maçaneta da porta começou a girar, segurei a espada. A porta abriu e eu tomei um susto, era a mulher da estalagem.
- A... Ah! Me desculpa, não queria acorda-lo - ela disse ao me ver.
- Não estava dormindo.
- Eu... eu queria agradece-lo por me salvar aquela hora
- Não foi nada
Ela sorriu e disse - Se você precisar de algum serviço especial é só chamar, eu sou Hulda.
- Tu... tudo bem
Ela fechou a porta e eu me deitei.

            Deve ser só mais uma vadia.

            Já é manhã. Eu desci para o andar de baixo da estalagem e vi Hulda me olhando de um jeito esquisito, com um sorriso estranho. Quando sai da estalagem não deixei de notar a quantidade de pessoas me encarando, não era pra menos, afinal desde que cheguei só criei polêmicas. Uma sobre o rumor mentiroso de eu ter matado um dragão e outra sobre a briga que tive ontem. Tentei ignorar a multidão e tomei meu rumo em direção a saída da cidade. Estava com fome, mas não tinha mais dinheiro pro café da manhã.

            Sai da cidade e fui em direção aos túmulos, cujos caminhos passavam por Riverwood. Meu medo era encontrar a Talline, ela certamente ia tentar me deter de novo.

            Cheguei no caminho que passava ao lado de Riverwood, a única coisa que separava esse caminho da pequena vila era um riacho. Mas obviamente o carma me seguia. Literalmente trombei com a bretã, que assim como eu andava desatenta.
            - Drun... mon? - ela falou surpresa.
- Bom dia, Talline - falei com uma voz meio tremula.
- Bom dia, onde você esta... - ela se interrompeu - Ah! Não me diga que está indo para aquela ruína para se matar? - Ela berrava.
- Não me detenha, será em vão

Ficamos um tempo sem falar nada. Ainda sentada ela falou.
- Você ainda não tratou essas feridas pelo seu corpo?
Se referia as feridas feitas naquela torre de Helgen.
- Já não dói mais, não se preocupe
- Fica parado, vou usar uma magia de cura em você
Uma luz amarelada saia da mão dela, ele dizia cura, mas mesmo assim eu estava com medo dessa magia se aproximando do meu corpo. Era uma sensação boa, eu olhava para o meu braço e via o buraco daquela flechada que levei se fechando lentamente. Após uns 30 segundos já estava completamente curado, mas ela continuava com a magia.
- Eu acho que já esta pronto - eu disse pra ela.
- Ah! É verdade - ela concordou comigo. Parecia distraída com alguma coisa.

            Ela se levantou e disse - Vamos então?
- “Vamos”?
- Eu vou com você, e se você se ferir? Como poderei te ajudar?
- Já mandei não se preocupar, bretã.
- Tarde de mais, já estou me preocupando.

Levantamos e começamos a andar montanha acima, em direção aos túmulos. Percebia-se que quanto mais subíamos mais frio ficava e mais neve aparecia no chão. O chão era pedra, muito escorregadio. É incrível, só ventava em cima da montanha, na altura da vila não venta tanto assim, esse é o clima de Skyrim. No caminho tinha uma torre, duvido ter alguém dentro. Não tem porque alguém querer morar ali nessas condições. Mas quando chegamos mais perto observamos que tinha sim gente lá, na porta da torre tinha um orc, parecia estar de guarda. Tentamos passar reto, ignorando-o, mas não deu certo.
- Ei, vocês dois. Se quiserem passar por aqui tem que pagar uma tacha – o orc falou quando passamos.
Era um bandido, óbvio.
- Pra que? – perguntei.
- Pra que o que? Só paga e some daqui
- Você tem uma ordem que me obriga a pagar?
- Você não vai pagar, certo? – disse o orc enquanto pegava o martelo de guerra da suas costas e vinha andando para minha direção.
Peguei a espada de oricalco da bainha da cintura e falei no ouvido da Talline.
- Suba naquela pedra ali, vou distraí-lo. Tente mirar na cabeça.
Ela fez um sinal de positivo com a cabeça e subiu na pedra logo atrás da gente.

Começamos a correr um na direção do outro. Tentei fazer o primeiro ataque, mas sua armadura de ferro aparou o golpe. Ele tentou usar seu martelo pra acertar minha cabeça, mas o ataque foi lento e eu esquivei. Apesar de tudo minha situação era mais difícil, eu não tinha algum lugar efetivo pra atacar, o corpo todo dele era coberto de armadura de ferro, exceto o rosto, mas era difícil acertar. Tudo que eu precisava fazer era arrancar o elmo dele para Talline flechá-lo. Ele tentou aplicar outro golpe, dessa foi um golpe lateral, fazendo toda a parte de cima de seu corpo rodar, eu desviei novamente agachando e acabei encontrando a oportunidade perfeita para arrancar seu elmo. Aproveitando o momento em que ele tentava se recuperar do próprio ataque eu dei um chute vindo de baixo na nuca dele. O elmo voou longe e ele caiu de joelho no chão, Talline não tardou e abriu fogo. A flecha foi certeira e ele caiu morto. Olhei para a bretã e sorri de maneira aprovativa.
- Belo tiro – Falei.
- Obrigada – Ela respondeu enquanto descia da pedra.
- Vamos continuar subindo, não sabemos se tem mais deles aí dentro.

            Continuamos andando até que avistamos um pouco adiante a ruína que buscávamos. Túmulo das cataratas sombrias. Possuía uma arquitetura gótica, parcialmente destruída apesar de parecer agüentar por bastante tempo ainda.

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Como vocês podem ver eu dei uma mudada na formatação do texto pra ficar parecido com um livro, mas não vou nem pedir pra vocês falaram o que acharam porque sei que isso não vai acontecer...

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