Passamos por uma entrada que levava a um "pátio" da caverna, era uma parte mais aberta e era possível ver um pouco a luz do sol, logo do outro lado podia-se ver um urso dormindo com vários restos de carne de animais ao lado,onde nós estávamos tinha uma carroça com alguns repolhos, hidromel e um elmo de ferro com dois chifres cujas pontas eram para baixo. Não pensei duas vezes, peguei ele para mim. "O que você pretende fazer com esse capacete ridículo?" comentou Talline. "É só para proteção" eu respondi, mas na verdade tinha adorado a aparência daquele elmo. "Bretã, me da meu arco" falei. "Eu tenho nome" ela disse enquanto me entregava o arco.
Mirei o arco no urso adormecido e atirei. Acertei na costela dele, porém não foi o suficiente pra matar, o urso acordou, soltou um rugido e correu em nossa direção. "Droga! Corre, bretã" eu berrei para Talline. Ela correu no sentido oposto ao dele e eu fiquei onde estava com a espada na mão. Ele avançou em mim pronto para me abocanhar, mas eu esquivei e com a espada de oricalco fiz um corte no urso que rugiu de novo, de dor dessa vez. Com sua pata ele tentou me golpear, e me acertou de raspão arranhando meu braço, meu contra-ataque foi breve, cortei o pescoço do urso, mas não matou. Sua grossa camada de pelo impediu que meu golpe fosse mortal, mas com certeza a dor foi imensa, tão imensa que o urso recuou, fazendo uns grunhidos que explicitavam sua dor. Ele recuou, mas eu não. Avancei mais uma vez e apliquei outro golpe no pescoço no mesmo lugar onde já tinha cortado e esse com certeza foi fatal. O urso rugiu mais uma vez e caiu, estava agonizando. Apliquei o golpe de misericórdia para acabar com o sofrimento dele e depois chamei a bretã, encontrei a saída. Era uma fenda com neve em suas bordas, afinal nevava muito em Skyrim.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Crônicas de Drunmon parte 5 - Aracnofobia
Quando sentei para descançar em pouco tempo acabei dormindo.
Era um sono profundo após uma ardua batalha. Não fazia idéia de quanto tempo tinha passado até que acordei com um barulho de passos, era ela. A mulher que eu tinha salvado tinha acordado, eu vi ela andando naquela sala onde eu tinha matado os imperiais. Estava mancando, deveria estar com sequelas do que fizeram com ela naquela sala de tortura. Quando vi levantei para para-la, ela olhou para trás e me viu e então começou a correr mesmo mancando. Eu continuava a correr atrás dela. Então chegamos num caminho sem saída, era uma ponte levadiça com uma alavanca, ela tentou puxar mas estava sem forças, e sabendo que não podia mais fugir ela embainhou a espada. "P... pare aí", sua voz estava fraca e sua mão páldia estava tremendo, eu sabia que ela não podia fazer nada nessas condições. "Acalme-se, eu não vou machuca-la", ela ficou um tempo parada com a espada armada e então percebeu suas condições e largou a espada.
Era um sono profundo após uma ardua batalha. Não fazia idéia de quanto tempo tinha passado até que acordei com um barulho de passos, era ela. A mulher que eu tinha salvado tinha acordado, eu vi ela andando naquela sala onde eu tinha matado os imperiais. Estava mancando, deveria estar com sequelas do que fizeram com ela naquela sala de tortura. Quando vi levantei para para-la, ela olhou para trás e me viu e então começou a correr mesmo mancando. Eu continuava a correr atrás dela. Então chegamos num caminho sem saída, era uma ponte levadiça com uma alavanca, ela tentou puxar mas estava sem forças, e sabendo que não podia mais fugir ela embainhou a espada. "P... pare aí", sua voz estava fraca e sua mão páldia estava tremendo, eu sabia que ela não podia fazer nada nessas condições. "Acalme-se, eu não vou machuca-la", ela ficou um tempo parada com a espada armada e então percebeu suas condições e largou a espada.
"Quem é você?" ela logo perguntou, olhei pra ela e tornei a olhar para frente. "Um andarilho" respondi. "Você... você é de Hammerfell, né?" ela tornou a perguntar. "Os curiosos morrem cedo - respondi - você não tem mais força pra nada, então fique atrás de mim", Puxei a alavanca para abrir a porta levadiça e continuei andando para uma caverna que tinha mais adiante. Ela ficou parada lá me encarando, sabendo disso sem olhar pra trás eu disse "Não seria problema nenhum pra mim deixar você aí para ser capturada pelos imperiais de novo". Ela fez um expressão de susto e começou a me seguir. Mesmo andando ela não parava de perguntar coisas impertinentes como "como você chegou aqui?", "você é um soldado de Alik'r?". "Você era bem menos irritante dormindo" eu falei, e ela ficou quieta.
De repente chegamos numa parte da caverna onde as paredes estavam forradas de teias de aranha, o cheiro daquele lugar era horrível e potencialmente tóxico. Então ouvi um barulho vindo do teto, lá estavam elas: as aranhas frieiras descendo de suas teias. Eram cinco delas, duas grandes e três pequenas. Desde que entrei em Skyrim já sabia dessas aberrações que viviam ao sul do continente nas áreas mais geladas, um jato de seu veneno era mortal. Lutar era inútil. Se minha pele entrar em contato com aquelas patas de aranha eu já fico envenenado, não posso arriscar. "Tome isso e corra pra aquele lado" apontei para uma abertura na caverna enquanto entregava meu arco e algumas flechas para a ruiva. "O que você acha que pode fazer? Esses bichos vão te matar se você lutar sem armadura" ela falava enquanto pegava o arco. "Eu não vou lutar, mas vai logo." respondi rapidamente. Nesse meio tempo as aranhas chegaram ao chão e a mulher já estava no lugar onde eu havia indicado. De onde eu estava podia avistar uma espada de cor verde escura, aparentava ser de oricalco, material de orc. As aranhas avançaram em mim rapidamente, e a expressão de medo no rosto da garota não saia, eu pulei por cima delas e cai perto da espada, peguei a espada e levantei. Olhei para trás e vi as aranhas me cercando. Não tinha o que fazer, de um lado estava a parede da caverna e na minha frente as aranhas venenosas, o que eu podia fazer era pular por cima delas de novo, mas dessa vez não tinha espaço para pegar impulso, seria arriscado tentar. Se ao menos uma dessas aranhas estivesse um pouco deslocada eu poderia arriscar o pulo. Foi aí que aquela garota mostrou sua utilidade, ela conseguiu matar uma das aranhas com apenas uma flechada, daí eu peguei a espada e corri pela brecha que ela havia criado e cheguei do outro lado da caverna onde havia outra passagem. "Vamos logo antes que elas cheguem aqui" falei pra ela. "Não precisa, olha", ela abriu a mão e começaram a sair faíscas, que se transformaram em chamas. "Você é feiticeira?" eu falei. "Não, sou maga de batalha" ela respondeu.
Magos de batalhas são pessoas que usam tanto magia quanto espadas, normalmente usam a magia para suporte, como curar ferimentos, incendiar ou congelar o inimigo e usam a espada como fonte principal do dano. Então ela lançou fogo no chão onde as aranhas estavam passando, impedindo que elas pudessem atravessar, as duas aranhas grandes ainda estavam vivas, mas não eram burras de passar naquelas chamas.
"É bom irmos andando, fogo de mago não costuma permanecer aceso por muito tempo" ela falou e virou as costas, e continuamos andando. "Você percebe que acaba de arriscar sua vida por causa de uma espada?" ela falou com uma cara de brava. Eu suspirei e respondi "você não sabe nem meu nome e já esta se preocupando comigo". "Eu já perguntei pra você seu nome, esqueceu?" a expressão de raiva na cara dela não saía. "Hmpf. você primeiro" respondi. "Eu sou Talline Bontieve, pelo contrario de você eu confio nas pessoas" ela respondeu rapidamente. "Drunmon" eu falei, praticamente interrompendo ela. "O que?" ela respondeu. "Por Tava, meu nome é Drunmon!" respondi. Ela ficou assustada, acho que acabei gritando.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Crônicas de Drunmon parte 4 - Matar
Num clima meio tenso eu andava um pouco atrás daquele que recentemente me ameaçou. Estávamos no nosso caminho para fora daquela vila amaldiçoada, Ralof frequentemente olhava pra trás, acho que não confia em mim.
Chegamos no final do corredor, Ralof abriu a porta e observou outro corredor. Olhou mais no fundo e viu dois oficiais do império, "um prisioneiro. Pegue-o!" eles berravam. O rebelde não exitou e avançou na direção deles. Eu estava logo atrás e desconfiei de uma coisa, o teto, relativamente longe do chão, estava meio rachado, nos dando a possibilidade de observar a luz que vinha de fora e nessas condições pude ver a sombra do dragão, ele estava logo em cima de nós, a sombra ia ficando maior e mais densa, logo percebi.
Aquele dragão ia pousar.
"Não vá por aí!" gritei para Ralof. Ele, no momento de adrenalina, virou a cabeça, mas não parou. O teto desabou em cima de suas cabeças e por pouco não me atinge, debaixo dos escombros estavam, certamente mortos, os três. Olhei pra cima na direção do buraco feito pelo dragão mas não pude ver nada, meus olhos estavam acostumados com a escuridão desse lugar, pude ver o vulto do dragão, que não fez nada em relação a mim. Corri em direção a única porta que eu tinha acesso sorrateiramente. Abri a porta devagar para não fazer barulho, vi ali mais dois imperiais falando que estavam com medo desse dragão, talvez por isso não saíram dessa sala para ver a origem do barulho, por causa de um pilar bem no meio da sala eles não tinham como me ver. Bem ao lado da porta que eu acabava de entrar havia um suporte com uma espada, logo peguei.
Eu hei de fazer o primeiro golpe, e o golpe tinha de ser fatal, eles tinham armaduras pesadas e eu apenas um manto rasgado cobrindo meu corpo. Dei a volta no pilar e me aproximei sorrateiramente das costas do oficial que aparentava ser mais forte, seria agora ou nunca. Dei uma rasteira nele que fez com que ele caísse de lado no chão. Logo que ficou de costas comecei a apunhala-lo de forma brusca, foi muito rápido. O outro imperial me percebeu rapidamente e partiu pra cima. Veio um golpe lateral, defendi com a espada, uma mão no cabo e outra na lâmina, um pouco mais de força que ele usasse e eu cortava minha própria mão. Com ambas as mãos ocupadas me restaram os pés, apliquei um chute em seu abdômen que o empurrou pra trás e o fez dar de costas na parede. Aproveitando a situação empurrei minha espada em seu peito, ele gemeu e relaxou, sangue saia de sua boca.
Não tinha mais negócios ali, abri a porta do outro lado da sala e entrei, era uma pequena sala vazia com escadas ao fundo, e eu ia descendo a torre.
Tudo que eu ouvia de minha posição eram gemidos de dor, um calafrio me subia a espinha: era uma sala de tortura. Tinham dois homens ali e duas mulheres rebeldes dentro de jaulas, uma delas parecia estar morta e a outra chorando desesperadamente, o torturador era o mais velho e o outro parecia ser seu assistente, ele fazia perguntas para a mulher, era agonizante. Se a pobre garota respondesse qualquer coisa que ele não queria ouvir ele lançava uma especie de magia que fazia ela gritar de uma maneira horrível. Não muito tempo depois eles saíram da sala, eu entrei. A coitada estava dentro da jaula chorando. Peguei um molho de chaves em cima da mesa, eram as chaves das jaulas, "você esta bem? Qual é o seu nome?" perguntei, "m... me ajuda... por favor." ela respondeu. A jovem rebelde não aparentava ter mais forças, então eu abri a jaula e carreguei ela, era uma jovem bonita, com cabelos ruivos e olhos verdes, estava pálida. Como alguém seria capaz de fazer uma coisa dessas com uma moça tão bonita?
Passei ao lado de uma porta, provavelmente essa porta levaria para onde estavam os dois torturadores, passei reto e cheguei numa área onde havia correntes de água e algumas pontes, e lá haviam mais imperiais. Eram como ratos, não acabavam mais. Pelo que pude espiar tinham três com espadas e dois no outro lado com arcos, seria uma batalha difícil, a moça estaria em perigo se eu levasse-a comigo, então encostei ela na parede, parecia que depois de tanto sofrimento estava cansada, dormiu rapidamente nos meus braços. Saquei a espada e avancei, um felizmente peguei de surpresa matando rapidamente, mas isso serviu para avisar os outros que eu estava lá, os arqueiros prepararam seus arcos e miraram enquanto os outros oficiais partiam pra cima, um ataque reto em direção do meu tronco, desviei e minha espada atravessou seu pescoço decapitando-o. Mal pude comemorar a vitória e uma flecha atravessou meu braço, por sorte foi o braço esquerdo, e eu sou destro, a segunda flecha passou longe, mas ainda tinha outro guerreiro pra cuidar. Ele usava a mesma armadura pesada de metal do império, e usava um machado de duas mãos. Veio um ataque em direção a minha cabeça, porém eu fui mais rápido e abaixei, cravei minha espada de baixo pra cima em seu abdômen. Corri para o outro lado do pátio com a espada em mãos e tentando desviar-me das flechas que vinham em minha direção. Agora era a linha reta, onde eu era alvo fácil para os arqueiros, tentei correr em zigue-zague para não ser atingido pelas flechas, o primeiro tentou largar o arco no chão e sacar a adaga, mas fui mais rápido e com apenas um golpe arranquei sua cabeça. O outro atirou mais uma flecha que passou de raspão no meu braço direito, mas prossegui com o ataque e cortei fora o braço que segurava o arco, ele soutou um berro e eu cravei minha espada em seu peito, caiu. Mas aí eu lembrei que tinham cinco na sala, olhei pra trás e não vi o que restou. Peguei o arco daquele arqueiro pra mim e ia voltando para pegar a ruiva. Então ouvi um barulho no lugar que havia deixado-a, corri para lá com o arco preparado, e vi aquele imperial preparando sua espada para matar a garota, logo me percebeu. Antes que ele pudesse reagir eu atirei a flecha, foi um tiro perfeito, a flecha atingiu entre suas sobrancelhas.
Dei um suspiro e sentei, não pude conter o cansaço.
Chegamos no final do corredor, Ralof abriu a porta e observou outro corredor. Olhou mais no fundo e viu dois oficiais do império, "um prisioneiro. Pegue-o!" eles berravam. O rebelde não exitou e avançou na direção deles. Eu estava logo atrás e desconfiei de uma coisa, o teto, relativamente longe do chão, estava meio rachado, nos dando a possibilidade de observar a luz que vinha de fora e nessas condições pude ver a sombra do dragão, ele estava logo em cima de nós, a sombra ia ficando maior e mais densa, logo percebi.
Aquele dragão ia pousar.
"Não vá por aí!" gritei para Ralof. Ele, no momento de adrenalina, virou a cabeça, mas não parou. O teto desabou em cima de suas cabeças e por pouco não me atinge, debaixo dos escombros estavam, certamente mortos, os três. Olhei pra cima na direção do buraco feito pelo dragão mas não pude ver nada, meus olhos estavam acostumados com a escuridão desse lugar, pude ver o vulto do dragão, que não fez nada em relação a mim. Corri em direção a única porta que eu tinha acesso sorrateiramente. Abri a porta devagar para não fazer barulho, vi ali mais dois imperiais falando que estavam com medo desse dragão, talvez por isso não saíram dessa sala para ver a origem do barulho, por causa de um pilar bem no meio da sala eles não tinham como me ver. Bem ao lado da porta que eu acabava de entrar havia um suporte com uma espada, logo peguei.
Eu hei de fazer o primeiro golpe, e o golpe tinha de ser fatal, eles tinham armaduras pesadas e eu apenas um manto rasgado cobrindo meu corpo. Dei a volta no pilar e me aproximei sorrateiramente das costas do oficial que aparentava ser mais forte, seria agora ou nunca. Dei uma rasteira nele que fez com que ele caísse de lado no chão. Logo que ficou de costas comecei a apunhala-lo de forma brusca, foi muito rápido. O outro imperial me percebeu rapidamente e partiu pra cima. Veio um golpe lateral, defendi com a espada, uma mão no cabo e outra na lâmina, um pouco mais de força que ele usasse e eu cortava minha própria mão. Com ambas as mãos ocupadas me restaram os pés, apliquei um chute em seu abdômen que o empurrou pra trás e o fez dar de costas na parede. Aproveitando a situação empurrei minha espada em seu peito, ele gemeu e relaxou, sangue saia de sua boca.
Não tinha mais negócios ali, abri a porta do outro lado da sala e entrei, era uma pequena sala vazia com escadas ao fundo, e eu ia descendo a torre.
Tudo que eu ouvia de minha posição eram gemidos de dor, um calafrio me subia a espinha: era uma sala de tortura. Tinham dois homens ali e duas mulheres rebeldes dentro de jaulas, uma delas parecia estar morta e a outra chorando desesperadamente, o torturador era o mais velho e o outro parecia ser seu assistente, ele fazia perguntas para a mulher, era agonizante. Se a pobre garota respondesse qualquer coisa que ele não queria ouvir ele lançava uma especie de magia que fazia ela gritar de uma maneira horrível. Não muito tempo depois eles saíram da sala, eu entrei. A coitada estava dentro da jaula chorando. Peguei um molho de chaves em cima da mesa, eram as chaves das jaulas, "você esta bem? Qual é o seu nome?" perguntei, "m... me ajuda... por favor." ela respondeu. A jovem rebelde não aparentava ter mais forças, então eu abri a jaula e carreguei ela, era uma jovem bonita, com cabelos ruivos e olhos verdes, estava pálida. Como alguém seria capaz de fazer uma coisa dessas com uma moça tão bonita?
Passei ao lado de uma porta, provavelmente essa porta levaria para onde estavam os dois torturadores, passei reto e cheguei numa área onde havia correntes de água e algumas pontes, e lá haviam mais imperiais. Eram como ratos, não acabavam mais. Pelo que pude espiar tinham três com espadas e dois no outro lado com arcos, seria uma batalha difícil, a moça estaria em perigo se eu levasse-a comigo, então encostei ela na parede, parecia que depois de tanto sofrimento estava cansada, dormiu rapidamente nos meus braços. Saquei a espada e avancei, um felizmente peguei de surpresa matando rapidamente, mas isso serviu para avisar os outros que eu estava lá, os arqueiros prepararam seus arcos e miraram enquanto os outros oficiais partiam pra cima, um ataque reto em direção do meu tronco, desviei e minha espada atravessou seu pescoço decapitando-o. Mal pude comemorar a vitória e uma flecha atravessou meu braço, por sorte foi o braço esquerdo, e eu sou destro, a segunda flecha passou longe, mas ainda tinha outro guerreiro pra cuidar. Ele usava a mesma armadura pesada de metal do império, e usava um machado de duas mãos. Veio um ataque em direção a minha cabeça, porém eu fui mais rápido e abaixei, cravei minha espada de baixo pra cima em seu abdômen. Corri para o outro lado do pátio com a espada em mãos e tentando desviar-me das flechas que vinham em minha direção. Agora era a linha reta, onde eu era alvo fácil para os arqueiros, tentei correr em zigue-zague para não ser atingido pelas flechas, o primeiro tentou largar o arco no chão e sacar a adaga, mas fui mais rápido e com apenas um golpe arranquei sua cabeça. O outro atirou mais uma flecha que passou de raspão no meu braço direito, mas prossegui com o ataque e cortei fora o braço que segurava o arco, ele soutou um berro e eu cravei minha espada em seu peito, caiu. Mas aí eu lembrei que tinham cinco na sala, olhei pra trás e não vi o que restou. Peguei o arco daquele arqueiro pra mim e ia voltando para pegar a ruiva. Então ouvi um barulho no lugar que havia deixado-a, corri para lá com o arco preparado, e vi aquele imperial preparando sua espada para matar a garota, logo me percebeu. Antes que ele pudesse reagir eu atirei a flecha, foi um tiro perfeito, a flecha atingiu entre suas sobrancelhas.
Dei um suspiro e sentei, não pude conter o cansaço.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Crônicas de Drunmon parte 3 - Stormcloak
Estávamos presos ali dentro, haviam três portas: a primeira foi por onde entramos, se sair morreríamos ou nas mãos dos imperiais ou diante das chamas do dragão, a segunda estava trancada e a terceira também. "Ambas as portas estão trancadas, o que faremos?" Ralof tremulamente falou num tom meramente desesperado, não tardou muito até ouvirmos barulhos de passos, ele disse que eram oficiais do império, "você não tem nenhuma arma portanto permaneça atrás de mim", eu não aprovo matar a menos que eu seja atacado primeiro, mas nessas condições um ataque seria fatal, aceitei a proposta.
O portão se abriu, eram dois imperiais: um vestindo uma armadura leve de couro e outro vestindo uma armadura pesada de metal do império. Ralof deu o primeiro ataque, atingiu a região do dentado maior direito do imperial, sua armadura de couro não o salvou, ele se agachou no chão pra tentar estancar o sangue. Logo em seguida veio o outro com a armadura pesada sacando sua maça, o rebelde não parou e fez um ataque reto na direção do peito, danificou a armadura, mas não atingiu a carne. Houve o contra-ataque do soldado com sua maça laminada. Atingiu o braço dele, que não pode conter a dor, as lâminas da maça fizeram um corte relativamente profundo no antebraço do rebelde. Isso fez com que sua espada caísse ao chão o impedindo de prosseguir com a batalha, o soldado preparava-se pra desferir o ataque final, porém eu não poderia deixar uma pessoa que me ajudou morrer dessa forma, eu corri detrás da parede da torre e rapidamente peguei a espada de Ralof do chão e usei-a para bloquear o ataque de misericórdia. O imperial balançou e aproveitei essa vantagem para atacar, fiz um corte profundo no pescoço dele, era uma cena que eu não gostava de ver, mas foi necessário. Ambos estavam no chão, um morto e outro talvez desmaiado, o corte feito nele não foi fatal, mas será se ninguém resgata-lo num período de tempo.
"Você maneja bem essa espada, muito pelo contrário do que eu pensava" disse o rebelde apoiado na parede, olhei para ele confuso "pelo contrário...?" perguntei, "é, eu pensei que aquela história de honra era apenas uma desculpa, pensei que você nunca teria pego numa espada". Não sabia se levava aquilo como elogio ou insulto. "Quem são vocês?" perguntei, "Nós? Quer dizer os Stormcloaks? - me respondeu com uma cara de espanto - não nos conhece? Somos os verdadeiros filhos de Skyrim, somos um grupo revolucionário, nós estamos tentando recuperar nosso território de volta expulsando todos os elfos, orcs, imperiais e todas as raças não nórdicas do nosso território", houve um silêncio por um tempo, um frio e sombrio silêncio. "Eu... eu gostaria que soubesse que eu sou redguard", respondi encarando ele olho no olho "N... Não, eu não me expressei bem, eu quero dizer, expulsar aqueles que invadem nosso território sem permissão, esse oficiais do império por exemplo, eles entraram aqui junto com aqueles elfos querendo banir o culto do nosso deus, Talos, e aplicar suas leis aqui", outro breve silêncio. "Porque vocês estavam prestes a serem executados?", mais uma pergunta. "Foi uma emboscada dos imperiais, não era nenhuma batalha nem nada, eles simplesmente nos atacaram num momento de fraqueza e nos capturaram", obviamente não acreditei, "vocês falam tanto desses oficiais do império... quem são eles?", surgiu um certo ódio na expressão de Ralof, "eles são fantoches dos Thalmors, aqueles... aqueles... - ele suspirou e se acalmou - os thalmors são uma organização de elfos que entraram em Skyrim e sem mais nem menos começaram a banir o culto de nosso deus, e os imperiais seguem suas leis, nós, stormcloaks, lutamos contra eles em busca de nossos direitos", obtive a resposta, "e para isso acontecer vocês, 'stormcloaks', pretendem expulsar todas as raças não nórdicas daqui? expulsar todas as raças não nórdicas de uma província inteira?" ele não me respondeu. depois de um tempo ele falou "escolha agora, está do nosso lado ou do lado desses cães dos thalmor? Dependendo da sua resposta você não saíra daqui vivo, redguard" , não pude negar que fiquei meio abalado com a reação, mas ele deveria ser só mais um briguento que não sabe defender suas idéias "estou do meu lado, nórdico- e empurrei-o - se quer me matar agora venha, só que não facilitarei pra você", não tinha uma arma, mas estava seguro que se ele partisse pra cima eu estaria preparado.
Não posso dizer quem está certo, pelo que entendi os stormcloaks são pessoas que querem seu território de volta, até aí tudo bem, mas eu não aprovo seus métodos. Mas ainda preciso ouvir as explanações da boca de um imperial pra tirar minhas próprias conclusões, por enquanto estou do lado de quem me ajudar a permanecer vivo.
______________________________________________________________________
Queria deixar um aviso aqui que se quiser me criticar, elogiar ou me xingar deixem aí um comentário que estamos sempre aí pra ler o que tem a dizer.
Afinal, como vou saber se você quer continuar lendo a história se não tenho o feedback apropriado?
Não posso dizer quem está certo, pelo que entendi os stormcloaks são pessoas que querem seu território de volta, até aí tudo bem, mas eu não aprovo seus métodos. Mas ainda preciso ouvir as explanações da boca de um imperial pra tirar minhas próprias conclusões, por enquanto estou do lado de quem me ajudar a permanecer vivo.
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Queria deixar um aviso aqui que se quiser me criticar, elogiar ou me xingar deixem aí um comentário que estamos sempre aí pra ler o que tem a dizer.
Afinal, como vou saber se você quer continuar lendo a história se não tenho o feedback apropriado?
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Crônicas de Drunmon parte 2 - honra
Eu, junto com o imperial, corremos em direção da torre vigia, segundo ele lá tinha uma saída da vila, e parecia ser o mesmo lugar que o rebelde chamado Ralof me indicou, parece que esses imperiais são inimigos dos rebeldes, se chegar na torre junto com o oficial sabe-se lá o que ele vai pensar. Estávamos correndo e desviando das chamas daquele dragão, eu parei por uns segundos e olhei pro céu: aquele dragão estava claramente olhando pra mim enquanto me rondeava. "Porque você parou?! Já tá desistindo?" berrou o oficial, olhei pra ele e corri de novo.
Porém, quando eu menos esperava o dragão pousou estrondosamente na minha frente, eu cai no chão por causa do tremor e ele, um pouco mais atrás, manteve o equilíbrio e sacou sua espada. Antes que eu pudesse me levantar o monstro me olhou nos olhos e disse, em uma maneira um tanto quanto humana, "Lost vahzah", não faço a mínima ideia do que significa, deve ser alguma língua de dragão. Ele deu um impulso com as asas e levantou voo, a luz do sol brilhava em suas costas, só podia ver sua silhueta, e, novamente, ele grita "Dovahkiin daal!" e ruge logo depois. Levantei-me e voltamos a correr.
Logo após a nossa entrada no portão do pátio onde fica a torre vigia eu pude ver Ralof. O oficial não gostou nada de vê-lo ali, "Suma do meu caminho, traidor", Ralof respondeu "Estamos escapando, Hadvar. Você não nos deterá desta vez", Hadvar provavelmente é o nome do imperial que eu segui. Eu estava logo atrás dele, percebendo a posição estratégica, Ralof me fez um sinal para dar o primeiro golpe, obedeci. Dei um chute certeiro na coluna dele, que o fez tropeçar na direção do rebelde, que prontamente embainhou sua espada e decapitou o oficial. "Fez uma escolha inteligente, redguard" cumprimentou Ralof, fiz um sinal de positivo com a cabeça. Ele me mandou entrar na torre, disse que ia logo depois, cheguei na porta e tornei a observa-lo, ele cravou sua espada no peito do corpo de Hadvar, e lá ficou. O rebelde olhou pra mim, e provavelmente percebeu minha cara de quem não entendeu esse ritual. "Minha espada carrega a fúria de todos os inocentes mortos pelas mãos dos oficiais do império, cravo minha espada em seu coração pra simbolizar a vingança dessas almas", o rebelde tentava justificar o seu feito. Não contive a raiva. "Uma morte não justifica a outra" retruquei. Ficamos um tempo em silêncio numa troca sombria de olhares. "Vamos entrar, afinal, não queremos ser mortos pelo dragão", dizia Ralof enquanto passava do meu lado tentando evitar outro contato visual, obviamente uma tentativa de fugir do assunto. Parece que os rebeldes não conseguem achar uma justificativa plausível de suas ações, mas não parei pra discutir, entrei logo após ele.
Lá dentro tinha uma sala vazia, empoeirada, com uma mesa ao fundo, um corpo com a mesma couraça se encontrava ao chão, Ralof estava ajoelhado ao seu lado. "Gunjar, que sua alma descanse em paz em Sovngarde", devia ser algum ex-companheiro de batalha dos rebeldes, "Redguard, qual o seu nome?", ele perguntou. Eu já sei o nome dele, nada mais justo de ele saber o meu. "Drunmon, do deserto Alik'r", respondi. "Guerreiro Drunmon, pegue o equipamento do Gunjar aqui, ele não precisará mais dele", fiz um sinal de negativo com a cabeça, "Um guerreiro morre com sua farda, e assim deve permanecer". O rebelde suspirou e impacientemente falou "Faça como quiser".
Segundo minha concepção de morte em batalha, uma pessoa que morreu com sua farda terá sua honra retirada se um desconhecido usa-la.
Porém, quando eu menos esperava o dragão pousou estrondosamente na minha frente, eu cai no chão por causa do tremor e ele, um pouco mais atrás, manteve o equilíbrio e sacou sua espada. Antes que eu pudesse me levantar o monstro me olhou nos olhos e disse, em uma maneira um tanto quanto humana, "Lost vahzah", não faço a mínima ideia do que significa, deve ser alguma língua de dragão. Ele deu um impulso com as asas e levantou voo, a luz do sol brilhava em suas costas, só podia ver sua silhueta, e, novamente, ele grita "Dovahkiin daal!" e ruge logo depois. Levantei-me e voltamos a correr.
Logo após a nossa entrada no portão do pátio onde fica a torre vigia eu pude ver Ralof. O oficial não gostou nada de vê-lo ali, "Suma do meu caminho, traidor", Ralof respondeu "Estamos escapando, Hadvar. Você não nos deterá desta vez", Hadvar provavelmente é o nome do imperial que eu segui. Eu estava logo atrás dele, percebendo a posição estratégica, Ralof me fez um sinal para dar o primeiro golpe, obedeci. Dei um chute certeiro na coluna dele, que o fez tropeçar na direção do rebelde, que prontamente embainhou sua espada e decapitou o oficial. "Fez uma escolha inteligente, redguard" cumprimentou Ralof, fiz um sinal de positivo com a cabeça. Ele me mandou entrar na torre, disse que ia logo depois, cheguei na porta e tornei a observa-lo, ele cravou sua espada no peito do corpo de Hadvar, e lá ficou. O rebelde olhou pra mim, e provavelmente percebeu minha cara de quem não entendeu esse ritual. "Minha espada carrega a fúria de todos os inocentes mortos pelas mãos dos oficiais do império, cravo minha espada em seu coração pra simbolizar a vingança dessas almas", o rebelde tentava justificar o seu feito. Não contive a raiva. "Uma morte não justifica a outra" retruquei. Ficamos um tempo em silêncio numa troca sombria de olhares. "Vamos entrar, afinal, não queremos ser mortos pelo dragão", dizia Ralof enquanto passava do meu lado tentando evitar outro contato visual, obviamente uma tentativa de fugir do assunto. Parece que os rebeldes não conseguem achar uma justificativa plausível de suas ações, mas não parei pra discutir, entrei logo após ele.
Lá dentro tinha uma sala vazia, empoeirada, com uma mesa ao fundo, um corpo com a mesma couraça se encontrava ao chão, Ralof estava ajoelhado ao seu lado. "Gunjar, que sua alma descanse em paz em Sovngarde", devia ser algum ex-companheiro de batalha dos rebeldes, "Redguard, qual o seu nome?", ele perguntou. Eu já sei o nome dele, nada mais justo de ele saber o meu. "Drunmon, do deserto Alik'r", respondi. "Guerreiro Drunmon, pegue o equipamento do Gunjar aqui, ele não precisará mais dele", fiz um sinal de negativo com a cabeça, "Um guerreiro morre com sua farda, e assim deve permanecer". O rebelde suspirou e impacientemente falou "Faça como quiser".
Segundo minha concepção de morte em batalha, uma pessoa que morreu com sua farda terá sua honra retirada se um desconhecido usa-la.
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