Ultimamente tenho deixado o blog muito inativo, mas é temporário, eu espero.
Como daqui a pouco eu entro de férias eu tô tendo que correr com o serviço para não atrasar, portanto não tô tendo tempo de escrever. Eu já escrevi mais alguns parágrafos e diálogo, mas não pretendo postar aqui até o capítulo estar pronto.
Tenham paciência por enquanto
Crônicas de Drunmon
O redguard andarilho
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Crônicas de Drunmon parte 13 - Rumo a Ivarstead
No caminho entre a torre vigia e
Whiterun aconteceu algo esquisito, o céu brilhou diante do topo da montanha
mais alta de Skyrim ao lado de Riverwood, então ouve-se uma voz vindo de lá,
“Do Vah Kiin” dizia essa voz, que foi o mesmo que o dragão me chamou, o mesmo
que o draugr me chamou e o mesmo que o dragão que atacou Helgen me chamou. O
que significaria esse nome? Será que esse nome tem algo haver com o meu poder?
Ao chegar em Whiterun todos estavam
confusos olhando para o céu, devem estar se perguntando o que foi essa voz
berrando, eu ignorei. No centro da cidade, na região dos mercados precisamente,
estava Talline sentada na frente da estalagem. Ao me ver se levantou
rapidamente.
- Onde você estava?
- Bom dia. - respondi
- Bom dia. Onde você estava?
- Matando um dragão.
- Fala sério.
- Estou falando, agora vou pra Dragonsreach
reportar ao Balgruuf meu feito.
- Você não pode estar falando a
verdade.
- Depois eu te explico. Se quiser me
acompanhar...
- Eu vou com você
Ao chegar lá eu fui falar direto com
Balguuf. Irileth ainda não tinha chegado, deveria estar investigando o corpo do
dragão
- Drunmon, ainda bem que voltou. Me
conte logo o que aconteceu na torre vigia – ele estava preocupado, temendo
talvez que alguém tivesse sido perdido
- Realmente havia um dragão lá – A
bretã atrás de mim fez uma expressão de susto, descobriu que eu não estava
mentindo.
- Um dragão!... Vocês puseram um fim
nele?
- Sim, o matamos. Infelizmente dois
guardas caíram.
- Eu já esperava, comunicarei
pessoalmente a família deles. Após a morte desse dragão... Aconteceu algo a
mais?
- Sim, uma espécie de poder saiu
dele, e eu absorvi.
- Era o que eu pensava, então era
você que os anciãos estavam chamando. Você ouviu o grito enquanto o céu
brilhava?
- Ouvi. O que significa?
- Talvez você seja o herói nórdico
que as pessoas chamam de Dragonborn, aquele que mata dragões com mais
facilidade e absorve suas almas. Foi isso que aconteceu, correto?
- Acho que sim.
-
O que mais aconteceu?
-
Só o que eu te contei.
-
Certo, e acho que você deve estar pensando sobre seu pagamento – ele sorriu –siga-me,
te levarei ao meu arsenal.
Subi
as escadas que levavam ao andar superior de Dragonsreach, entrei numa sala onde
haviam vários suportes de espada e manequins com armaduras. Haviam algumas
espadas de metal imperial, outras de ferro, três machados de metal, um de ébano
e várias outras armas, inclusive uma espada de cristal dentro de um suporte de
vidro trancado. Tinham três armaduras de metal, uma de metal reforçado em
placas, e uma armadura de couro
-
Aqui é meu arsenal privado, vou te dar como recompensa de você ter trazido a
tabuleta do dragão isso aqui – ele retira uma armadura de metal pesado de um
manequim, eu peguei e encostei no chão, iria vestir depois – e por ter matado o
dragão lhe darei esse machado de uma mão, feito puramente de ébano e encantado
com fogo, o machado de Whiterun.
Meus
olhos brilhavam ao ver o machado que ele acabava de tirar de um baú, com uma
chama meio amarela e meio alaranjada sendo expelida daquele machado negro com
detalhes tribais claros, era um machado perfeito. Ao segura-lo logo senti uma
tremenda vontade de testar o machado golpeando alguém, mas me contive.
-
E mais, eu lhe concedo o título de Thane de Whiterun, avisarei os guardas sobre
sua nova posição, assim você terá o respeito de todos eles. Mais uma coisa, vá vestir
sua armadura e me encontre no meu trono.
Quando
Balgruuf e Talline saíram da sala eu vesti minha armadura de metal pesado e
coloquei a armadura antiga de couro dentro da minha bolsa. O machado eu
coloquei no suporte da armadura na região da cintura.
Desci
as escadas para ir no salão principal de Dragonsreach, Balgruuf estava com uma
mulher com armadura de metal reforçado ao lado dele, Talline estava do outro
lado.
-
Drunmon, tem mais uma coisa. Como você é o Thane de Whiterun você deve ter uma
guarda-costas, portanto eu lhe concedo Lydia como sua guarda-costas pessoal.
-
É uma honra, meu Thane. – disse Lydia.
Lydia
era uma mulher de cabelos e olhos negros, não havia expressão nenhuma em seu
rosto, deve ter sido treinada pra isso, em suas costas ela carregava uma espada
de duas mãos de metal.
-
Mas agora não a tempo de apresentações. Você deve ir logo atender o chamado dos
anciões da montanha – Balgruuf falou
Enquanto
andávamos Talline ficava ao meu lado e Lydia ficava um pouco atrás, sempre com
a espada na mão, apesar de estarmos em Whiterun ainda. Talline me parou no meio
do caminho.
-
Agora você pode explicar que história é essa de matar dragões?
-
É exatamente isso. Pelo jeito aquele dragão que atacou Helgen não é o único.
-
Mas explica direito, você matou um dragão mesmo? Tipo, tirou a vida dele?
-
Exato.
-
Não quero que você concorde, quero que você conte como foi.
-
Ta bom, eu explico. Hoje de manhã acordei e recebi um chamado do Jarl para
matar um dragão que foi visto próximo a torre vigia. Você deveria estar
dormindo ainda.
-
E a batalha?
-
Foi inexplicável, eu via aquele monstro balançando guardas pelos ares com sua
boca, mas seu alvo era eu. Ele veio em minha direção, e eu pulei em sua cabeça.
Mas ele levantou vôo comigo em cima dele. Quando eu matei-o eu absorvi uma
espécie de aura, que me deu um poder de gritar.
-
Gritar?
-
Exatamente, ao sair de Whiterun eu te mostro.
-
Não acredito numa única palavra.
Fiz
uma cara de nervoso e mandei ela me seguir. Levei-a até os restos do dragão
próximos a torre vigia onde a batalha ocorreu. Irileth estava lá junto com
Farengar.
-
Uau, queria estar aqui na hora que vocês estavam lutando. De que adianta ver
ossos de dragão? Queria ver um vivo – Disse o mago Farengar decepcionado.
-
Você morreria na luta – Irileth falou, tão delicada quanto um gigante que teve
seu mamute morto.
A
bretã ficou boquiaberta ao ver o esqueleto de um dragão ali, realmente era
difícil acreditar, mas o momento que ninguém queria viver para presenciar
chegou. Os dragões estavam voltando.
O
próximo passo era buscar informações sobre onde ficam os anciões que me
chamaram pelo nome de Dovahkiin. Falamos com o homem da carruagem próximo aos
estábulos de Whiterun, ele falou que sabia quem eram. Viviam no topo de uma
montanha. Talvez a montanha que brilhou na hora que aquelas vozes tomaram a
atenção do povo de Whiterun. O nome do lugar de que ele estava falando é Alto
Hrothgar, uma fortaleza que fica nessa montanha. É lá que devo ir.
-
Quanto você cobra pra me levar até lá? – perguntei ao homem da carruagem.
-
Perdão, só passo por estradas oficiais que levam até as capitais de Skyrim, pra
chegar até lá é preciso subir em algumas montanhas, meu cavalo aqui não agüenta
tanto esforço. – ele explica
-
Então me explica como eu chego lá.
-
Certo – ele pegou um mapa na parte de traz da carroça e riscou onde devo ir –
toma, marquei nesse mapa o rumo que você deve tomar, como pode ver você deve
contornar essa montanha, dar a volta nessa barricada de pedra e chegar nesse
pequeno vilarejo chamado Ivarstead. É um longo caminho, desejo-lhe sorte – ele explicou
o caminho apontando no mapa com o dedo.
Guardei
o mapa no qual o homem me presenteou e comecei a andar, olhei para Talline ao
meu lado e vi que ela não estava com uma expressão muito confiante.
-
Quer ficar na vila? – perguntei
-
Mas e se você se ferir?
-
Eu tenho uns quinze frascos de poção comigo. E outra, estou indo para uma
fortaleza de anciões amigáveis, e não numa masmorra cheia de esqueletos e
draugrs.
-
Tudo... Tudo bem então, ficarei por aqui mesmo. Boa sorte, Drunmon.
Fiz
um sinal positivo com a mão e continuei a andar, quase imperceptivelmente estava
Lydia, a recém declarada guarda-costas atrás de mim. Era mais ou menos horário
de almoço, parei em Riverwood para almoçar na estalagem Gigante Adormecido,
paguei o almoço para a Lydia também, e depois voltamos a andar, o caminho era
longo até Ivarstead, mas eu conseguirei.
![]() |
| O mapa que o homem da carruagem fez pra mim |
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Crônicas de Drunmon parte 12 - Dragonborn
Lentamente meus
olhos foram abrindo. Não conseguia mover nada além da minha cabeça, lentamente
eu me recompunha e conseguia meus movimentos de volta. Logo depois minha
memória voltou, lembrei de tudo que tinha acontecido, meu primeiro reflexo foi
olhar para o meu peito, eu via sangue, mas nenhum corte ou ferida. Depois olhei
ao redor, vi Talline deitada em posição fetal ao meu lado, deveria ter pego no
sono recentemente pois ainda haviam lágrimas no seu rosto. Não a acordei,
deveria estar exausta. Logo olhei pro draugr que quase me matou, ele estava com
a flecha negra cravada em sua cabeça,
não era uma flecha comum pra ter atravessado um material de ébano com tanta
facilidade. Tirei da cabeça dele pra ver. Era exatamente o que eu pensava,
material de Daedra. Fico imaginando onde Talline conseguiu uma coisa dessas. Eu
peguei-a pra mim.
Então quando examinei o sarcófago,
ou túmulo, de onde saiu o draugr eu vi que toda a jornada não foi em vão. Lá
estava a tabuleta de que viemos buscar. Era exatamente como Farengar descreveu,
era um mapa com escrituras dragônicas. Tinha uns três centímetros de grossura e
media dois palmos, era um tanto grande, mas parecia antigo e frágil, apesar da espessura.
Olhei pra trás e vi próximo a parede a espada, aquela maldita espada manchada com
meu sangue. Não pude negar que senti vontade de pegá-la para mim, mas resisti.
Me nego a usar uma arma que quase foi minha causa de morte. Agachei próximo a
bretã adormecida e chacoalhei seu ombro pra acordá-la. Ela abriu os olhos e
tomou um susto, e depois começou a chorar de novo.
- V... Você esta bem? – Perguntei a
ela
- Nun... Nunca mais faça isso comigo
– Ela coçava o olho a medida que as lágrimas escorriam.
Saímos daquela caverna, era noite.
Perdi totalmente a noção do tempo depois que entrei nessas masmorras malditas.
Caminhamos em direção a Whiterun.
Ao chegar fomos direto a estalagem,
estávamos exaustos apesar de tudo. Logo de manhã eu acordei para ir a
Dragonsreach, o palácio do rei Balgruuf. Ao sair da estalagem olhei ao
horizonte acima das muralhas da cidade, meus olhos não acreditavam. Muito longe
dali estavam o dragão, longe o bastante para não sentir medo e perto o bastante
que a visão ainda alcançava. Estava aparentemente atacando a torre vigia de
Whiterun, tentei ignorar e ir em direção a Dragonsreach logo. Ao entrar a
imagem era praticamente a mesma que eu vi da primeira vez que entrei, fui
direto a sala do mago, ele estava conversando com uma mulher encapuzada. Ao me
ver ele interrompeu e me perguntou.
- Já esta de volta? Conseguiu algum
resultado? – ele me perguntou com brilho nos olhos, acho que esta ansioso.
- É isso? – Coloquei na mesa a placa
de pedra
- Meu... deus! É real!
- Você foi para os Túmulos das cataratas
sombrias e pegou isso? Bom trabalho – a mulher encapuzada reagiu.
Mal tivemos tempo para comemorar, a
elfa guarda costas do rei apareceu.
-Farengar! Farengar, não há tempo de
ficar em cerimônia. Um dragão foi visto por perto. – deveria ser o dragão que
eu vi ao sair da estalagem.
- O que? Um dragão em carne e osso? –
Farengar não parecia estar com medo.
- Precisamos falar com Balgruuf
sobre o que devemos fazer.
Fomos ao andar de cima do palácio,
precisamente nos aposentos do rei, ali havia um guarda vigia, foi ele que viu o
dragão atacando a torre, pelo menos ele foi quem sobreviveu ao ver. O rei estava
ciente do dragão e nos mandou ir examinar a área do ataque.
- Se o combate for necessário, façam
de tudo para proteger a cidade e matar o dragão. – disse Balgruuf
- Certo, devo chamar algum dos guardas
para ir comigo? – Irileth perguntou
- Sim, e você, Drunmon, eu queria
pedir que você fosse também. Afinal, você já viu um dragão e é, portanto, o que
tem mais experiência sobre eles.
-Sem problemas – falei
- E quanto a você, Farengar, você
não vai ao combate, não posso por você em risco também. Fique aqui e prossiga
com suas pesquisas.
- Ma... Mas eu queria vê-lo –
Farengar parecia uma criança que perdeu o doce.
Saímos do palácio e fomos em direção
ao portão principal da cidade, tinha um grupo de guardas aguardando ordens de
Irileth. Ela comandou-os para irem conosco matar o dragão, deu-os algumas
mensagens de confiança, pois aqueles pobres coitados nunca viram um dragão na
vida.
Corremos em direção a torre, que por
sinal estava toda destruída, haviam destroços de tijolos de concreto pelo chão,
e haviam ali também várias fogueiras. Chamas do dragão provavelmente. Eu
adentrei a torre pra ver se tinha alguém vivo. Logo na entrada havia um guarda
que estava lá durante o ataque. Ele estava muito ferido, e sua couraça estava
praticamente toda rasgada.
-
Não! Não venham pra cá. Ele esta por aqui ainda. – estava com medo, se referia
ao dragão.
Ouvimos um rugido.
- Kynareth nos proteja, aí vem ele
de novo
Era o dragão, rápido como o vento.
- Aí vem ele, garotos! Façam com que
toda flecha conte. – Gritou Irileth, a elfa
Ele voou acima de nós, muito próximo
ao chão, ao olhar pra cima tudo que víamos eram flechas voando sem rumo
lançadas originalmente para acertar o dragão. Eu estava com meu arco e com dez
flechas mais a flecha daédrica de Talline, que por sinal deve estar dormindo
agora. A mira dela seria útil agora. O dragão deu umas três voltas na área da
torre e pousou, pousou no caminho de pedra, estava muito longe de mim, até eu
chegar onde ele estava ele levantaria vôo de novo. De longe eu tentei atacá-lo,
lancei uma flecha comum, não a daédrica. Pude ver um infeliz dum guarda
atacando o dragão bravamente de perto, mas sua coragem foi logo inutilizada ao
receber uma abocanhada dele. O dragão sanguinário chacoalhava o pobre guarda de
um lado pro outro com a boca, até soltar e atira-lo longe. Era horrível ver uma
cena dessas sabendo que eu não podia fazer nada.
O monstro olhou para mim de longe e
berrou. “dovahkiin los rigir, nuz vis rok kriist suleyk do dovah?”, era de
arrepiar a maneira que esses monstros falavam. Depois de falar isso ele
levantou vôo e começou a me rondear, até que berrou novamente, “Yol toor shul”
foi o que ele falou quando começou a sair da boca dele uma rajada de fogo,
consegui escapar por pouco, toda a área de onde o fogo atingiu estava em chamas
agora, queimava até a alma se bobear quando tentava me recompor o dragão pouso
bem na minha frente, tentei dar a volta nele para não ser abocanhado, olhei ao
redor enquanto corria e vi irileth vindo em minha direção pra ajudar, subi numa
pedra que estava bem do lado do monstro e usei-a para pular em sua lombar, pois
apesar de tudo ele não tinha alcance para me pegar ali. Mas ele percebeu que eu
estava lá e levantou vôo, tudo que eu tinha para me apoiar eram aqueles
espinhos das costas dele. Tentei escalar até chegar à cabeça. Era difícil, mas
deu certo. Tentava não olhar pra baixo, já estávamos muito longe do chão e subíamos
cada vez mais. Ao chegar na cabeça eu apertei a garganta com minha perna e começai
a golpear a cabeça com a espada.
- Hinskaal, se eu morrer agora você
morre também, Dovahkiin – aparentemente o dragão falava minha língua também.
- Te vejo em oblivion, então!
Tornei a golpeá-lo, mas quando vi,
ele começou a se aproximar do chão. Pensei se ele estava tentando se suicidar, mas
pelo contrário, ele pousou. Aproveitando que eu já estava no chão golpeei-o com
mais força, minha espada cravou completamente na cabeça do monstro, que soltou
um rugido agudo, acho que consegui.
Deixei lá minha espada e saí de cima
dele. Os guardas e a Irileth se aproximaram de mim.
- Você... Você conseguiu! – um
guarda falou
- Algo está acontecendo. – Irileth gritou
de longe.
O dragão tinha suas escamas se decompondo
e sumindo no ar. “kogaan, joor. Obrigado” o dragão falou e depois dormiu. Uma
aura azul começou a sair dele, que teve toda sua carcaça decomposta, sobrando
apenas o esqueleto. A aura azul lembrava a alma dele, que começou a ser
absorvida pelo meu corpo. Quando eu olhei ao redor vi todos os guardas com
olhares surpresos.
- Você é... Dragonborn, por Talos, os
deuses não nos abandonaram! – um deles falou
- Dragonborn? O que é isso? –
respondi
- Sim, pode ser ele. Meu avô me
contava histórias sobre um homem que tinha o poder de matar dragões e absorver
suas almas, você pode ser ele, redguard. – outro guarda falou
- Não acredito nessa história de
criança nórdica. – Irileth replicou.
- Você é elfa, Irileth, óbvio que
não acredita.
Enquanto eles discutiam, eu me
lembrei daquela parede com escrituras dragônicas nos Túmulos das Cataratas
Sombrias, aquela palavra que brilho... Força ela significava... “Fus” traduzido
literalmente. Tentei assimilar. O Dragão gritou “Yol toor shul” e chamas saíram
da sua boca. Então se eu gritar “fus”... Não custa tentar.
-Fus! – Gritei, e algo aconteceu,
saiu da minha boca uma onda azul de vento, como o draugr fez. A rajada fez com
que alguns guardas fossem empurrados, mas não voaram longe, acho que o poder
não era suficiente ainda.
- O que foi isso agora?! – Irileth gritou
- O thu’um! Ele possui o thu’um! – o
outro guarda gritou
- É definitivo então, você é
Dragonborn – um guarda acrescentou.
- Drunmon, vá até Balgruuf e conte-o
tudo que aconteceu aqui. Inclusive esse negócio de ‘Dragonborn’, ele vai saber
o que fazer – a elfa falou
Fiz um sinal de positivo com a
cabeça e parti para Whiterun, agora tenho em mãos um poder que não tinha
conhecimento, preciso saber como usá-lo.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Crônicas de Drunmon parte 11 - Túmulo das cataratas sombrias
Algo
estranho aconteceu de repente, quando o martelo de ferro vinha na direção da
minha cabeça uma espécie de escudo reluzente apareceu na minha frente, fazendo
o martelo rebater, o bandido soltou-o por causa do impacto do escudo, não
entendi o porquê disso ter acontecido, mas era uma vantagem. Precisava fazer a
arqueira me soltar antes que ele pegasse o martelo novamente. Ela estava segurando
meus braços, mas não minhas pernas. Apoiei uma perna no chão e a outra usei pra
chutar a cabeça dela, assim ela me soltou e eu pude levantar, quando menos vi,
ele já estava com o martelo na mão e eu estava sem a espada, pois ela caiu da
minha mão quando eu tropecei. Mas não será problema, ele é lento. Ele fez o
primeiro ataque vindo da direita, eu pulei para esquivar. Minha posição era
acima da cabeça dele, então já aproveitei e meti a sola da minha bota no rosto
do bandido, o que o deixou atordoado.
Quando me virei para pegar a espada eu
levei uma flechada no braço direito, a arqueira, com o rosto ensangüentado por
causa do chute, estava lá. Não havia tempo para sentir dor. Enquanto ela pegava
outra flecha eu corria em sua direção e dei uma cotovelada na barriga dela, na
região do diafragma pra fazê-la perder o ar. Ela caiu de joelho no chão com a
mão no peito, rapidamente peguei a espada no chão e cravei nas costas dela, que
soltou um grito e então relaxou, depois fiz o mesmo com o outro que estava no chão
desmaiado por causa do chute que levou. Talline ainda estava sentada apoiada na
coluna do salão, não estava inconsciente, porém pálida.
- O que seria de você sem mim? – ela
disse sorrindo.
- Obrigado pelo escudo – eu respondi –
precisa que eu te carregue?
- N... Não! Eu consigo levantar sozinha
– ela cora
Ela se levantou.
- Isso no seu braço é uma flecha?! –
ela falou
- É. Aquela sua magia cura isso?
- Sim, mas como você pode reagir com
tanta naturalidade?
- Costume.
Novamente ela me cura. Agora, enquanto
avançamos na missão para recuperar a tabula do dragão eu me lembro, quando vi
aquele bandido enforcando Talline eu senti alguma coisa diferente. Foi raiva,
mas foi diferente... Era como se alguma coisa muito importante estivesse sendo
tirado de mim, foi raiva e preocupação. Nunca senti isso antes a não ser
quando... É... A não ser quando perdi minha família quando eu era criança. Talvez
isso seja amizade.
Começamos
a descer cada vez mais naquela ruína, então apareceu mais uma pessoa, talvez
esteja na gangue daqueles bandidos, nós estávamos meio longe dele, então ele
não viu.
Ele possuía uma tocha na mão, e estava
fazendo força para puxar uma alavanca, talvez essa alavanca abriria a porta de
ferro que estava a sua frente. Nem eu e nem a bretã nos movemos, ficamos
parados observando.
Era uma armadilha.
Vimos o homem morrer lentamente
linchado por dardos provavelmente venenosos. Logo após ele morrer nós entramos
nessa sala, era um quebra-cabeças. Haviam acima da porta de ferro dois totens e
um tinha caído no chão. Os dois de cima, da esquerda pra direita, possuíam
desenhos de cobras, enquanto o quebrado possuía o desenho duma baleia. Do lado
esquerdo da sala tinha outros totens, esses eram manipuláveis, com os mesmos
desenhos dos que estavam acima da porta.
- Veja, ele tinha tentado alguma coisa
– falei
- Ele tentou colocar na ordem direita
pra esquerda, baleia, cobra e cobra. Vamos tentar colocar na ordem contraria.
- Temos que ter certeza, caso contrário
esses dardos vão nos matar.
- Coloca na ordem cobra, cobra e
baleia. Meu escudo mágico vai me proteger.
- Não. Eu não vou colocá-la nesse
risco. Eu puxo a alavanca – fiz um sinal negativo com a cabeça enquanto ia
girar os totens.
- Prepare-se
Puxei a alavanca e me preparei pro pior.
Nada. Os dardos não foram lançados, portanto a porta abriu. Dei um suspiro de
alivio e começamos a andar novamente, adiante tinha uma mesa, mesa de trabalhos
antiga aparentemente. Nela tinha uma gema de alma, material usado por magos
para encantar equipamento, um livro cujo nome era “Ladrão”, uma poção cor de
sangue, e um baú.
- Uau! Esse livro, estive procurando
por ele há muito tempo – disse Talline ao ver o livro em cima da mesa.
- Você gosta de ler?
- Sim, é o meu passatempo preferido –
ela guardou o livro na bolsa.
Eu abri o baú, dentro tinha outro
frasco com poção, azul dessa vez.
- Bretã, o que é isso? – perguntei
- Essa aí é uma poção para magos, serve
para recuperar poder mágico, essa vermelha em cima da mesa é uma poção de cura.
Igual minha magia, só que cura mais rápido.
- Eu fico com ela, pega a azul.
Ela provavelmente não gostou da
negociação, mas aceitou. Além da poção, dentro do baú tinha alguns septims, 53
moedas pra ser mais exato, e manoplas de metal encantadas. Não tenho idéia de
que tipo de encantamento é, mas eu peguei.
- Espera, essas manoplas estão
encantadas? – Ela perguntou
- Estão, mas não sei com o que.
- Eu sei identificar, me empresta –
entreguei a ela as manoplas – sei... É minha.
- Hã?!
- Ela faz o poder mágico recuperar mais
rápido. Eu fico com elas – ela disse com cara de vingança
Tive que aceitar também, não ia ter
vantagem eu ficar com um negócio desses. Descemos uma escada espiral, que nos
levou a um corredor com teias de aranhas, e novamente aquele ar tóxico. Tinha
Frieiras por aqui com certeza. Andamos um pouco mais e ouvimos uma voz.
- T... Tem alguém aí? É você, Harknir?
Bjorn? Soling? Eu... Eu sei que fugi com a garra, mas eu preciso de ajuda! –
provavelmente esses nomes eram os nomes dos bandidos que matamos, mal ele sabe.
Quando
continuamos andando vimos uma entrada totalmente preenchida com uma grossa
camada de teia. Passei a espada três vezes e os fios cederam. Lá estava o
bandido, no fundo da sala preso em mais teias. Parei pra reparar na sala,
corpos no chão, as paredes forradas com teia, mas nenhuma aranha. Estranho.
Uma
sombra se projetou no chão. Óbvio, uma aranha de três metros de altura desceu
em sua teia saindo de uma abertura do teto que levava para fora daquela
caverna.
-
Por Tava – Falei. Estava assustado, não podia negar.
Não
deu tempo de raciocinar. Impulsivamente empurrei a bretã para trás de mim, que
caiu no chão, e eu avancei na aranha.
-
Drunmon!! O que está fazendo?! – Ela berrava no chão.
Tentei
evitar as patas e as presas, que eram as partes que tinham mais veneno. Pulei
numa pedra que tinha no caminho e usei-a para pular em cima da Frieira gigante.
“Tire-a de perto de mim!” o bandido gritava enquanto eu apunhalava a cabeça do
monstro.
-
Em cima de você! – gritou Talline
Olhei
pra cima e vi duas patas da aranha vindo em minha direção. Dei um pulo, ela
acertou a própria cabeça com as patas. Ela deu uma espécie de grito e caiu.
-
Porque você fez isso?! Você poderia ter morrido!
-
Não adianta pedir pra você não se preocupar...
-
Como eu não me preocuparia? Você imagina ao menos quão grande era a chance de
você morrer lá?
-
Não estou morto. É o que importa
- Deixem a briga de casal pra depois!
Ajudem-me a descer. – O bandido preso na teia interrompeu-nos.
Eu e Talline nos encaramos, tentando
decidir se tirávamos ele de lá ou não. Até que eu me lembrei da conversa dos
dois bandidos na entrada do túmulo, eles mencionaram uma garra dourada com um
bandido chamado Arvel, e o outro arqueiro do lado de fora falou que haviam
quatro bandidos aqui dentro, e como matamos três esse seria o último, seria ele
o Arvel com a garra dourada.
Talline falou no meu ouvido.
- Acho que deveríamos perguntar se ele
é o Arvel.
Eu sem pensar fui à direção de onde ele
estava preso e cortei as teias. Coloquei a mão no bolso onde estava uma adaga
de ferro, deixando-a na posição certa para jogar e perguntei.
- Cadê a garra dourada? – nem ao menos
sabia do que ela seria útil, mas não perco nada tentando.
O bandido olhou pra mim e retrucou.
- Seu tonto, acha que vou dividir o
tesouro com alguém? – e virou as costas pra correr.
- Não dê as costas pra mim!
Tirei rapidamente a adaga do bolso e
apunhalei as costas dele abaixo do pescoço atingindo a parte superior da
espinha. Ele soltou um gemido de agonia e caiu.
Depois de tudo eu percebi que ao cortar
as teias que ele estava preso revelei uma nova passagem, talvez o caminho que
nos levava ao fundo dessa ruína. Na bolsa de Arvel lá estava ela, a garra
dourada. Em baixo dela tinha uma decoração, eram três círculos moldados em
ouro, em um dava para identificar um urso, no outro uma ave, águia talvez, e no
último uma coruja. Talvez fosse um código, devo prestar atenção nisso. Ajudei a
bretã a se levantar e continuamos a andar pelo recém revelado caminho. Andamos
mais uns passos e vi algo intrigante daquelas ruínas, corpos mortos, em estado
de decomposição, guardados ali. Eram draugrs. Já tinha ouvido falar deles, mas
não sabia que eram assim. Continuamos a andar, mas quando chegamos no meio da
sala eu pisei em uma pedra, que se quebrou, emitindo um barulho meio alto, e
isso me fez saber que os draugrs não estavam mortos, e sim dormindo. Três deles
começaram a se levantar lentamente. Tanto eu quanto Talline entramos em guarda.
- Prepare-se! – Gritei
Dois deles usavam espadas e um usava
machado de duas mãos. Estávamos cercados. Eles provavelmente eram mais
habilidosos que aqueles bandidos, a estratégia de mandar a Talline atirar neles
de longe estava fora de cogitação, todos usavam capacetes e armadura nórdica.
Estávamos localizados no centro da sala, onde tinha um pilar meio rachado.
Um deles, o de machado, fez o primeiro
ataque. Eu esquivei agachando, o machado acertou o pilar, que fez balançar a
estrutura, Talline estava atrás desse que fez o ataque e golpeou-o pelas costas
com a espada de ferro que pegou dos bandidos, apesar da espada ter sido
completamente cravada em sua caixa torácica ele ainda estava de pé, afinal é um
morto vivo, mesmo assim ficou um pouco incapacitado de fazer alguns movimentos.
Eu levantei e, com a minha espada de oricalco, cortei sua cabeça ao meio
verticalmente. Caiu morto.
Talline falou
- Tive uma idéia, vem pra cá! – ela
puxou meu braço na direção oposta dos draugrs
- O que você pretende?
- Observe – ela falou enquanto
levantava a mão na altura da cabeça.
Eram
as chamas, as mesmas chamas que ela tinha usado contra as frieiras em Helgen.
Ela explicou a sua idéia.
-
Olha no chão. Isso brilhando é óleo, se eu usar minhas chamas aqui eu posso
incinerá-los.
-
Certo.
Ela
jogou seu jato de fogo no chão e veio um clarão. O óleo foi aceso, criando uma
grande barreira de fogo, só de ficar perto já sentia o calor devastador. Os
draugrs berravam dentro do matagal de fogo, até que se silenciaram. Estavam
mortos, alguns segundos depois as chamas começaram a acalmar-se e sumirem completamente.
Talline estava sentada no chão, respirando rapidamente de cansaço.
-
Você está bem? – perguntei
-
Estou. Só me deixa descansar um pouco
Provavelmente
usou a magia em excesso. Pelo menos terei uma desculpa pra sentar também. Ela
estava toda molhada de suor, vestindo apenas armadura pesada nas manoplas e nas
botas, ela não usa peitoral, no lugar era apenas uma roupa casual, nesta
ocasião usava uma roupa branca com uma saia. Como sou homem, não pude deixar de
notar seu corpo, belo e definido corpo molhado, com os longos e lisos cabelos
ruivos entrando furtivamente em sua camisa passando no meio dos seios. Cheguei
a pensar nessa hora se ela era compromissada, mas isso não é da minha conta.
Ficamos
uns cinco minutos sentados lá.
-
Podemos ir? – perguntei
Ela
não respondeu, estava com os olhos fechados. Dormindo talvez.
-
Ei, podemos ir? – falei mais alto
-
Hã? Ah, claro – Ela tomou um susto ao acordar
-
Em quinze minutos sentada você conseguiu dormir?
-
Eu to cansada... – sua voz estava realmente exausta.
-
Se quiser voltar...
-
Não, eu vou com você. Me ajuda a levantar – ela estendeu os braços em minha
direção
Eu
ajudei-a a levantar e nós continuamos a andar, haviam mais alguns draugrs pelo
caminho, nós vencemos esses com mais facilidade pois já estávamos preparados
dessa vez. Chegamos num túnel com uma porta ao fundo, haviam alguns destroços
de pedra e madeira nas bordas, deixando o caminho mais estreito. No fundo tinha
mais um draugr. Um único draugr. Eu estava pronto pra atacar, mas Talline me
segurou pelo braço. Estávamos fora do campo de visão dele, portanto seguros.
-
O que foi? – falei
-
Só tem um aí, até agora enfrentamos grupos deles. Pode ser uma armadilha.
-
Quero arriscar – virei às costas
-
Mas eu não vou deixar – ela segurou meu braço com mais força.
Quando
olhei pra trás de novo ela estava brava.
-
Qual é seu plano? – perguntei
-
Não tenho.
-
Quer ficar parada aqui então?
-
N... Não, mas...
-
Então eu vou pra luta – virei as costas – Se quiser lutar e permanecer segura
ao mesmo tempo, use o arco.
Fui
em direção ao draugr, que logo me percebeu. Comecei a acelerar o passo
lentamente e instintivamente. Estava ansioso pra lutar, mesmo pensando que ele não
fosse um desafio. Quando percebi, estávamos um correndo na direção do outro. Eu
apontei a minha espada pra ele. Na hora do impacto ele desviou, era claramente
mais rápido que os outros que enfrentamos, ele parou nas minhas costas
rapidamente, não tive tempo de reação, então fiz algo não recomendável. Para
desviar do ataque que talvez estivesse vindo, não sabia se ele iria atacar,
pois estava fora do campo de visão, eu dei um chute para trás e acertei a
canela dele que o fez cair de joelho. Mas Ele apoiou com sua espada e logo
contra atacou, fazendo um corte na minha perna esquerda. Dei um chute frontal
na cabeça dele, pois ainda estava de joelho. Ele caiu para trás, largando a
espada. Tentou levantar, mas rapidamente cortei a perna direita dele, começou a
gritar, dei um chute de bico na cabeça dele. Ele relaxou, não estava morto
ainda. Percebeu que eu ia mata-lo e falou uma coisa na linguagem dos dragões.
“Ni
praan”
Do lado de trás do draugr recém assassinado tinha
uma porta, que nos levou a um templo, andamos mais um pouco, matamos mais dois
draugrs comuns numa sala que encontramos pelo caminho até acharmos um corredor,
que no fundo havia mais um quebra cabeças. Era relativo à garra dourada. Era
uma porta no fundo do corredor, ela era de pedra e tinha três anéis manipuláveis
e no centro da porta tinha um lugar onde a garra era encaixada, parece que
devemos colocar os anéis na posição correta de acordo com os desenhos para
abrir a porta, os desenhos que deveriam ser postos em ordem eram de um urso,
uma coruja e uma águia, a ordem tava na cara, era a ordem que a parte de baixo
da garra dourada propunha. Urso, águia e coruja. Coloquei nessa ordem e abri a
porta. Foi muito fácil.
A
porta lentamente desceu, até nos dar espaço pra passar, haviam ali alguns
degraus que nos levavam a uma área aberta da caverna. Haviam vários pilares
formados naturalmente de pedra ali. Ao entrarmos um grupo de morcegos acordou e
voou para longe. Ao fundo dessa área tinha uma estrutura de pedra, e parece que
essa estrutura da o nome desse lugar de Túmulo das Cataratas sombrias, era um
sarcófago com uma parede atrás. Aproximamos-nos dessa estrutura, na parede
curva tinha algumas escrituras numa língua estranha, língua de dragão talvez.
Mas ao me aproximar senti algo esquisito, uma das “palavras” da parede
brilhava, minha visão escurecia, realçando apenas essa palavra.
-
Bretã, veja isso – falei apontando pra palavra
-
Sim, é realmente uma parede muito estranha.
-
Não é isso, essa escritura. Ela brilha
-
O que? Não vejo nada.
Um
clarão veio, a palavra parou de brilhar e pude ver novamente. Pude ler a
palavra que antes estava brilhando, “Força”, era isso que ela significava. Não
sei explicar o que aconteceu, não tive sequer tempo para pensar nisso, um
barulho estrondoso corrompeu meu pensamento, era um draugr saindo do sarcófago.
Apenas um draugr.
Não.
Era diferente. Tinha um mau
pressentimento.
Sua espada era encantada com gelo,
assim eu deduzi ao menos, saia uma aura azul clara dela. O draugr ao sair do
sarcófago olhou para mim, sem se mover, mas depois olhou para Talline e gritou
algo na língua dragônica. “Fus ro dah”. Foi o que ele disse, foi o que minha
mente pode projetar ao ver uma onda de vento de aura azul indo rapidamente em
direção a ela, que a fez voar longe, para fora da estrutura de pedra, colidindo
fortemente com uma pedra. Ele tornou a olhar pra mim, deu uma risada, “Heh He!
He!”, não contive a raiva pelo deboche dele. Dei um grito e fui correndo para atacá-lo,
ele era mais rápido, me deu um chute frontal no abdômen, que me fez perder o ar
por alguns momentos, e depois me socou no rosto, me fazendo cair no chão.
Segurou-me pelo pescoço e me levantou. Meu pé não encostava mais o chão.
“Dovahkiin saloh” ele disse e me bateu contra a parede.
Meus ouvidos não escutavam mais nada,
ali eu encontrava meu destino. Sendo morto por uma criatura tão repugnante, ele
levantou sua espada e encostou sua ponta no lado direito do meu peito e
empurrou-a contra mim. Estava pendurado na parede com uma espada cravando meu
peito. Minha visão começava a escurecer, sentia o sangue escorrendo pelo meu
corpo. Meu sangue. Aí eu me lembrei do que Talline me disse depois que saímos
de Whiterun, logo após eu falar com o Farengar. “Você não deve morrer pelos
seus amigos, e sim viver por eles”. Seria egoísmo meu morrer agora, Talline
deve estar sentindo muita dor. Sim, Talline. Ela será o próximo alvo desse
morto vivo.
Meus nervos estavam em chamas, minha
visão voltava aos poucos levantei meu braço e tirei aquela espada que cravava
meu peito, mas minhas pernas não se moviam, eu caí de joelho no chão. O draugr
que caminhava em direção a Talline percebeu que eu estava vivo ainda e voltou
para acabar o serviço. Minha espada estava longe de mim, e eu não peguei a
espada do draugr, pois é como eu digo uma pessoa que morreu com sua farda terá sua honra retirada se um
desconhecido usá-la. Não importa se é inimigo ou não, eu não retirarei a honra
de ninguém. Minhas mãos seriam o suficiente pra essa batalha. Levantei
lentamente, restaurando a mobilidade da minha perna. O draugr não tinha
respeito algum, apesar de saber que eu não tinha minha arma ele pegou a espada
dele, estava numa desvantagem completa, eu tentei avançar, mas ele me fez um
corte diagonal no meu torso, o encantamento de gelo só piorava a situação. Não
conseguia me movimentar mais, meu corpo praticamente todo ensangüentado
começava a se dissipar. Era difícil respirar, aí surgiu minha última esperança,
aquela poção de cura. Peguei na minha bolsa e tornei-a.
As feridas mais profundas
começaram a se fechar, como aquela que a espada fez ao ser cravada no meu
peito, mas a do corte diagonal não se fechou, talvez eu precisasse de uma poção
maior pra curar tudo. Levantei rapidamente, meu vigor tinha sido restaurado ao
lembrar que a vida de alguém, da Talline, estava em minhas mãos. O draugr
tentou um golpe lateral com a espada, mas eu esquivei, fazendo um rolamento e
me aproximando da espada de oricalco. Peguei-a e entrei em guarda.
- Agora você vai ver, sua
escória humana. - falei
- Heh heh! Heh! Heh! – ele
ria
Avancei nele e na hora de
atacar eu pulei, fazendo um ataque aéreo direcionado ao rosto dele, ele desviou
e contra atacou, eu recuei para não ter a espada cravada novamente em mim.
Ficamos um tempo em guarda planejando o próximo ataque. Eu fui pra cima dele
tentando fazer um ataque direto na barriga dele, ele defendeu, mas eu fui mais
rápido e chutei-o na barriga. O draugr largou a espada no chão, mas ele tinha
uma arma secreta. O grito. Novamente aquele berro em outra língua, fui
empurrado em direção a mesma parede ensangüentada, e ele avançou no meu pescoço
e novamente me vi naquela situação, dessa vez não tinha poção nenhuma pra me
salvar. Cravou sua espada no meu peito. Falhei. A única coisa que alguém pediu
pra mim eu falhei. O que me salvaria agora seria a magia da Talline, que se
encontrava inconsciente agora. Ou era aí que eu me enganava. Uma flecha atingiu
a cabeça do draugr a minha frente atravessou o elmo de ébano dele, era uma
flecha vermelha e preta, as partes vermelhas brilhavam. Observei a Talline chorando
rios de lágrimas retirando a espada de mim e me curando, não conseguia me mover
e nem ouvir, só ver. Como eu pensaria que chegaria naquele ponto? Me sinto mal por
ver Talline sofrendo tanto por mim.
Acabei dormindo lá. Não lembro
se morri ou se Talline conseguiu me salvar, só lembro que dormi.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Crônicas de Drunmon parte 10 - Bandidos
Certamente havia bandidos lá, portanto fomos andando devagarinho,
de maneira furtiva para caso encontrarmos alguém poderíamos matá-lo mais
facilmente. Subimos a escada que nos levava ao pátio exterior do túmulo, o que
só provou minha teoria. Lá estavam três deles, três bandidos. Um tinha um
martelo igual ao do orc que enfrentamos, outro tinha um arco e o outro usava um
escudo e espada.
Fiz um sinal pra
Talline atirar no arqueiro enquanto eu tentava apunhalar o com martelo, daí só
sobrava o mais inofensivo, o que usa a espada e o escudo.
Dito e feito. Ela
errou dessa vez, mas o tiro foi de grande ajuda, ela acertou a barriga do
arqueiro, na região do abdômen. Foi um tiro fundo o bastante pra deixá-lo
agonizando ao chão. Enquanto os dois outros bandidos tomavam um susto sem saber
o que aconteceu eu dei uma volta tentando me esquivar do olhar deles, mas na
hora de apunhalar eu falhei e acertei a lâmina bem no cabo do martelo que
estava nas costas dele, o bandido obviamente me percebeu e me golpeou com as
mãos. Porém antes que ele pudesse me encurralar eu rolei para trás, então ele
pegou o martelo e partiu pra cima. Enquanto isso o outro viu a bretã e avançou
nela também.
O bom de lutar
com alguém que usa martelo de guerra é que eles são pesados, assim deixando os
ataques mais lentos e mais fáceis de esquivar. E como todo bom bandido burro e
acéfalo esse fez um golpe que veio de cima com seu martelo, que ficou preso no
chão por causa da quantidade de força usada, deixando-o vulnerável a qualquer
ataque meu. Fui pra trás dele e o decapitei rapidamente. Ao olhar para trás vi
que a Talline ainda estava lutando com o outro bandido, mas ele estava com a
vantagem, parece que ela esqueceu a adaga em Riverwood e estava só com o arco.
Uma tremenda duma desvantagem. Quando observei o arqueiro no chão percebi que
ele tinha uma adaga, uma pequena e mortal adaga metálica. Era uma oportunidade
de eu treinar minha mira, peguei a adaga do chão e joguei. Foi uma cena linda,
aquela pequena lâmina girando e girando no vento acertando a cabeça daquele
bandido que não usava elmo. O corpo dele caiu no chão bem ao lado da Talline,
que tentava se defender com o arco.
- Como você...
Quando você...? – Talline estava confusa
- Não me
pergunte. Isso nunca mais vai acontecer
Todos estavam mortos,
exceto o arqueiro que estava ao chão, gemendo, com uma flecha acima do umbigo.
Levantei a espada para aplicar o golpe da misericórdia, até a bretã
interromper.
- Não faça. Ainda não
- Por quê? – perguntei
- As vezes ele tem algo
pra falar pra gente. Alguma pista, talvez.
Eu acho furada tentar
alguma coisa com esse bandido, as vezes ele fala coisa errada, não é confiável.
Mas deixei-a perguntar.
- Ei, ei! Olha pra cá. – Ela falava enquanto dava
uns tapas na cara do bandido no chão
O bandido olhou e fez uma cara de
susto.
- Tem mais algum amigo seu aí dentro? –
ela apontou pra entrada dos túmulos.
- T... Tem quatro. Por... Por favor, me
deixe ir! – o bandido suplicava
- Você sabe de alguma placa de pedra
com algumas coisas escritas?
- O que?!
Ela se levantou e falou no meu ouvido
- Pode fazer
Eu levantei minha espada e cravei no
pescoço dele. E nós fomos em direção aos túmulos. Eu olhei pra trás. Vi ali
três corpos no chão, deixados para serem devorados pelo tempo, talvez para
servirem de alimento para algum lobo. Triste, mas é o destino, ou você mata ou
é morto. O engraçado é que eu não pensava assim algum tempo atrás. Não sei se
eu que estou me transformando num assassino ou se talvez eu esteja abrindo os
olhos e vendo realmente do que sou feito. É isso, estou vendo do que sou feito,
vendo do que o mundo é feito.
Abrimos aquela fria e pesada porta de
pedra que nos dava a entrada aos túmulos, tentando fazer o mínimo barulho
possível, sabendo que haviam mais quatro bandidos lá dentro. Lá dentro era
cheio de teias de aranha, as paredes estavam meio quebradas e tinham dois pilares
no meio do salão. Podia-se ver também alguns skeevers mortos e alguns corpos no
chão. Inimigos dos bandidos talvez. Haviam dois deles no outro lado do salão,
estavam conversando. Falando alguma coisa sobre uma garra dourada e outro
membro da gangue que sumiu.
- Será que ele vai demorar pra voltar?
Não quero ficar dentro desse lugar dos demônios – um deles dizia.
- Acalme-se, nós ainda vamos achar
Arvel – a mulher falava
- Que se dane o Arvel, ninguém mandou
ser burro e ir sozinho abrir a porta com a garra dourada!
- Pode tirar o cavalinho da chuva, não
sairemos daqui sem a garra dourada do Arvel.
Eles mencionaram uma garra dourada,
acho que isso é uma pista.
Fiz um sinal para a Talline novamente atirar
na arqueira enquanto eu atacava o outro que tinha uma espada de duas mãos. Mas quando
olhamos novamente vimos que os dois não estavam mais lá. Fomos um pouco mais pra
frente para checar.
Eles estavam no lugar onde tinha uma barraca
e uma fogueira, estavam fazendo comida, mas já não estavam lá. Sumiram do campo
de visão, de repente ouvi um grito abafado, Talline que estava um pouco atrás de
mim tinha sido pega pelo bandido com espada. Eles foram mais rápidos que nós.
Corri em direção a ela, o bandido estava
segurando ela pelo pescoço contra um dos pilares. Dei uma cotovelada na costela
dele, mas ele não soltava. Ela estava ficando pálida, e eu ficava cada vez mais
furioso com aquele bandido que não largava ela, ele parecia um armário de tão grande.
Então peguei a minha espada de oricalco e fiz um corte em suas costas que ia dês
do ombro até a perna, ele gemeu e finalmente soltou ela, porém ele avançou em mim.
Comecei a recuar, mas a arqueira me deu uma rasteira, e eu caí no chão.
Não sei mais o que fazer. Estava encurralado
sem meios de escapar. Observei o bandido pegando lentamente o machado em suas costas
e vindo em minha direção.
Drunmon o sniper!
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