sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Crônicas de Drunmon parte 13 - Rumo a Ivarstead

            No caminho entre a torre vigia e Whiterun aconteceu algo esquisito, o céu brilhou diante do topo da montanha mais alta de Skyrim ao lado de Riverwood, então ouve-se uma voz vindo de lá, “Do Vah Kiin” dizia essa voz, que foi o mesmo que o dragão me chamou, o mesmo que o draugr me chamou e o mesmo que o dragão que atacou Helgen me chamou. O que significaria esse nome? Será que esse nome tem algo haver com o meu poder?
            Ao chegar em Whiterun todos estavam confusos olhando para o céu, devem estar se perguntando o que foi essa voz berrando, eu ignorei. No centro da cidade, na região dos mercados precisamente, estava Talline sentada na frente da estalagem. Ao me ver se levantou rapidamente.
            - Onde você estava?
            - Bom dia. - respondi
            - Bom dia. Onde você estava?
            - Matando um dragão.
            - Fala sério.
            - Estou falando, agora vou pra Dragonsreach reportar ao Balgruuf meu feito.
            - Você não pode estar falando a verdade.
            - Depois eu te explico. Se quiser me acompanhar...
            - Eu vou com você

            Ao chegar lá eu fui falar direto com Balguuf. Irileth ainda não tinha chegado, deveria estar investigando o corpo do dragão
            - Drunmon, ainda bem que voltou. Me conte logo o que aconteceu na torre vigia – ele estava preocupado, temendo talvez que alguém tivesse sido perdido
            - Realmente havia um dragão lá – A bretã atrás de mim fez uma expressão de susto, descobriu que eu não estava mentindo.
            - Um dragão!... Vocês puseram um fim nele?
            - Sim, o matamos. Infelizmente dois guardas caíram.
            - Eu já esperava, comunicarei pessoalmente a família deles. Após a morte desse dragão... Aconteceu algo a mais?
            - Sim, uma espécie de poder saiu dele, e eu absorvi.
            - Era o que eu pensava, então era você que os anciãos estavam chamando. Você ouviu o grito enquanto o céu brilhava?
            - Ouvi. O que significa?
            - Talvez você seja o herói nórdico que as pessoas chamam de Dragonborn, aquele que mata dragões com mais facilidade e absorve suas almas. Foi isso que aconteceu, correto?
            - Acho que sim.
- O que mais aconteceu?
- Só o que eu te contei.
- Certo, e acho que você deve estar pensando sobre seu pagamento – ele sorriu –siga-me, te levarei ao meu arsenal.

Subi as escadas que levavam ao andar superior de Dragonsreach, entrei numa sala onde haviam vários suportes de espada e manequins com armaduras. Haviam algumas espadas de metal imperial, outras de ferro, três machados de metal, um de ébano e várias outras armas, inclusive uma espada de cristal dentro de um suporte de vidro trancado. Tinham três armaduras de metal, uma de metal reforçado em placas, e uma armadura de couro
- Aqui é meu arsenal privado, vou te dar como recompensa de você ter trazido a tabuleta do dragão isso aqui – ele retira uma armadura de metal pesado de um manequim, eu peguei e encostei no chão, iria vestir depois – e por ter matado o dragão lhe darei esse machado de uma mão, feito puramente de ébano e encantado com fogo, o machado de Whiterun.

Meus olhos brilhavam ao ver o machado que ele acabava de tirar de um baú, com uma chama meio amarela e meio alaranjada sendo expelida daquele machado negro com detalhes tribais claros, era um machado perfeito. Ao segura-lo logo senti uma tremenda vontade de testar o machado golpeando alguém, mas me contive.
- E mais, eu lhe concedo o título de Thane de Whiterun, avisarei os guardas sobre sua nova posição, assim você terá o respeito de todos eles. Mais uma coisa, vá vestir sua armadura e me encontre no meu trono.

Quando Balgruuf e Talline saíram da sala eu vesti minha armadura de metal pesado e coloquei a armadura antiga de couro dentro da minha bolsa. O machado eu coloquei no suporte da armadura na região da cintura.
Desci as escadas para ir no salão principal de Dragonsreach, Balgruuf estava com uma mulher com armadura de metal reforçado ao lado dele, Talline estava do outro lado.
- Drunmon, tem mais uma coisa. Como você é o Thane de Whiterun você deve ter uma guarda-costas, portanto eu lhe concedo Lydia como sua guarda-costas pessoal.
- É uma honra, meu Thane. – disse Lydia.

Lydia era uma mulher de cabelos e olhos negros, não havia expressão nenhuma em seu rosto, deve ter sido treinada pra isso, em suas costas ela carregava uma espada de duas mãos de metal.
- Mas agora não a tempo de apresentações. Você deve ir logo atender o chamado dos anciões da montanha – Balgruuf falou

Enquanto andávamos Talline ficava ao meu lado e Lydia ficava um pouco atrás, sempre com a espada na mão, apesar de estarmos em Whiterun ainda. Talline me parou no meio do caminho.
- Agora você pode explicar que história é essa de matar dragões?
- É exatamente isso. Pelo jeito aquele dragão que atacou Helgen não é o único.
- Mas explica direito, você matou um dragão mesmo? Tipo, tirou a vida dele?
- Exato.
- Não quero que você concorde, quero que você conte como foi.
- Ta bom, eu explico. Hoje de manhã acordei e recebi um chamado do Jarl para matar um dragão que foi visto próximo a torre vigia. Você deveria estar dormindo ainda.
- E a batalha?
- Foi inexplicável, eu via aquele monstro balançando guardas pelos ares com sua boca, mas seu alvo era eu. Ele veio em minha direção, e eu pulei em sua cabeça. Mas ele levantou vôo comigo em cima dele. Quando eu matei-o eu absorvi uma espécie de aura, que me deu um poder de gritar.
- Gritar?
- Exatamente, ao sair de Whiterun eu te mostro.
- Não acredito numa única palavra.

Fiz uma cara de nervoso e mandei ela me seguir. Levei-a até os restos do dragão próximos a torre vigia onde a batalha ocorreu. Irileth estava lá junto com Farengar.
- Uau, queria estar aqui na hora que vocês estavam lutando. De que adianta ver ossos de dragão? Queria ver um vivo – Disse o mago Farengar decepcionado.
- Você morreria na luta – Irileth falou, tão delicada quanto um gigante que teve seu mamute morto.

A bretã ficou boquiaberta ao ver o esqueleto de um dragão ali, realmente era difícil acreditar, mas o momento que ninguém queria viver para presenciar chegou. Os dragões estavam voltando.
O próximo passo era buscar informações sobre onde ficam os anciões que me chamaram pelo nome de Dovahkiin. Falamos com o homem da carruagem próximo aos estábulos de Whiterun, ele falou que sabia quem eram. Viviam no topo de uma montanha. Talvez a montanha que brilhou na hora que aquelas vozes tomaram a atenção do povo de Whiterun. O nome do lugar de que ele estava falando é Alto Hrothgar, uma fortaleza que fica nessa montanha. É lá que devo ir.
- Quanto você cobra pra me levar até lá? – perguntei ao homem da carruagem.
- Perdão, só passo por estradas oficiais que levam até as capitais de Skyrim, pra chegar até lá é preciso subir em algumas montanhas, meu cavalo aqui não agüenta tanto esforço. – ele explica
- Então me explica como eu chego lá.
- Certo – ele pegou um mapa na parte de traz da carroça e riscou onde devo ir – toma, marquei nesse mapa o rumo que você deve tomar, como pode ver você deve contornar essa montanha, dar a volta nessa barricada de pedra e chegar nesse pequeno vilarejo chamado Ivarstead. É um longo caminho, desejo-lhe sorte – ele explicou o caminho apontando no mapa com o dedo.

Guardei o mapa no qual o homem me presenteou e comecei a andar, olhei para Talline ao meu lado e vi que ela não estava com uma expressão muito confiante.
- Quer ficar na vila? – perguntei
- Mas e se você se ferir?
- Eu tenho uns quinze frascos de poção comigo. E outra, estou indo para uma fortaleza de anciões amigáveis, e não numa masmorra cheia de esqueletos e draugrs.
- Tudo... Tudo bem então, ficarei por aqui mesmo. Boa sorte, Drunmon.


Fiz um sinal positivo com a mão e continuei a andar, quase imperceptivelmente estava Lydia, a recém declarada guarda-costas atrás de mim. Era mais ou menos horário de almoço, parei em Riverwood para almoçar na estalagem Gigante Adormecido, paguei o almoço para a Lydia também, e depois voltamos a andar, o caminho era longo até Ivarstead, mas eu conseguirei.
O mapa que o homem da carruagem fez pra mim

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