No caminho entre a torre vigia e
Whiterun aconteceu algo esquisito, o céu brilhou diante do topo da montanha
mais alta de Skyrim ao lado de Riverwood, então ouve-se uma voz vindo de lá,
“Do Vah Kiin” dizia essa voz, que foi o mesmo que o dragão me chamou, o mesmo
que o draugr me chamou e o mesmo que o dragão que atacou Helgen me chamou. O
que significaria esse nome? Será que esse nome tem algo haver com o meu poder?
Ao chegar em Whiterun todos estavam
confusos olhando para o céu, devem estar se perguntando o que foi essa voz
berrando, eu ignorei. No centro da cidade, na região dos mercados precisamente,
estava Talline sentada na frente da estalagem. Ao me ver se levantou
rapidamente.
- Onde você estava?
- Bom dia. - respondi
- Bom dia. Onde você estava?
- Matando um dragão.
- Fala sério.
- Estou falando, agora vou pra Dragonsreach
reportar ao Balgruuf meu feito.
- Você não pode estar falando a
verdade.
- Depois eu te explico. Se quiser me
acompanhar...
- Eu vou com você
Ao chegar lá eu fui falar direto com
Balguuf. Irileth ainda não tinha chegado, deveria estar investigando o corpo do
dragão
- Drunmon, ainda bem que voltou. Me
conte logo o que aconteceu na torre vigia – ele estava preocupado, temendo
talvez que alguém tivesse sido perdido
- Realmente havia um dragão lá – A
bretã atrás de mim fez uma expressão de susto, descobriu que eu não estava
mentindo.
- Um dragão!... Vocês puseram um fim
nele?
- Sim, o matamos. Infelizmente dois
guardas caíram.
- Eu já esperava, comunicarei
pessoalmente a família deles. Após a morte desse dragão... Aconteceu algo a
mais?
- Sim, uma espécie de poder saiu
dele, e eu absorvi.
- Era o que eu pensava, então era
você que os anciãos estavam chamando. Você ouviu o grito enquanto o céu
brilhava?
- Ouvi. O que significa?
- Talvez você seja o herói nórdico
que as pessoas chamam de Dragonborn, aquele que mata dragões com mais
facilidade e absorve suas almas. Foi isso que aconteceu, correto?
- Acho que sim.
-
O que mais aconteceu?
-
Só o que eu te contei.
-
Certo, e acho que você deve estar pensando sobre seu pagamento – ele sorriu –siga-me,
te levarei ao meu arsenal.
Subi
as escadas que levavam ao andar superior de Dragonsreach, entrei numa sala onde
haviam vários suportes de espada e manequins com armaduras. Haviam algumas
espadas de metal imperial, outras de ferro, três machados de metal, um de ébano
e várias outras armas, inclusive uma espada de cristal dentro de um suporte de
vidro trancado. Tinham três armaduras de metal, uma de metal reforçado em
placas, e uma armadura de couro
-
Aqui é meu arsenal privado, vou te dar como recompensa de você ter trazido a
tabuleta do dragão isso aqui – ele retira uma armadura de metal pesado de um
manequim, eu peguei e encostei no chão, iria vestir depois – e por ter matado o
dragão lhe darei esse machado de uma mão, feito puramente de ébano e encantado
com fogo, o machado de Whiterun.
Meus
olhos brilhavam ao ver o machado que ele acabava de tirar de um baú, com uma
chama meio amarela e meio alaranjada sendo expelida daquele machado negro com
detalhes tribais claros, era um machado perfeito. Ao segura-lo logo senti uma
tremenda vontade de testar o machado golpeando alguém, mas me contive.
-
E mais, eu lhe concedo o título de Thane de Whiterun, avisarei os guardas sobre
sua nova posição, assim você terá o respeito de todos eles. Mais uma coisa, vá vestir
sua armadura e me encontre no meu trono.
Quando
Balgruuf e Talline saíram da sala eu vesti minha armadura de metal pesado e
coloquei a armadura antiga de couro dentro da minha bolsa. O machado eu
coloquei no suporte da armadura na região da cintura.
Desci
as escadas para ir no salão principal de Dragonsreach, Balgruuf estava com uma
mulher com armadura de metal reforçado ao lado dele, Talline estava do outro
lado.
-
Drunmon, tem mais uma coisa. Como você é o Thane de Whiterun você deve ter uma
guarda-costas, portanto eu lhe concedo Lydia como sua guarda-costas pessoal.
-
É uma honra, meu Thane. – disse Lydia.
Lydia
era uma mulher de cabelos e olhos negros, não havia expressão nenhuma em seu
rosto, deve ter sido treinada pra isso, em suas costas ela carregava uma espada
de duas mãos de metal.
-
Mas agora não a tempo de apresentações. Você deve ir logo atender o chamado dos
anciões da montanha – Balgruuf falou
Enquanto
andávamos Talline ficava ao meu lado e Lydia ficava um pouco atrás, sempre com
a espada na mão, apesar de estarmos em Whiterun ainda. Talline me parou no meio
do caminho.
-
Agora você pode explicar que história é essa de matar dragões?
-
É exatamente isso. Pelo jeito aquele dragão que atacou Helgen não é o único.
-
Mas explica direito, você matou um dragão mesmo? Tipo, tirou a vida dele?
-
Exato.
-
Não quero que você concorde, quero que você conte como foi.
-
Ta bom, eu explico. Hoje de manhã acordei e recebi um chamado do Jarl para
matar um dragão que foi visto próximo a torre vigia. Você deveria estar
dormindo ainda.
-
E a batalha?
-
Foi inexplicável, eu via aquele monstro balançando guardas pelos ares com sua
boca, mas seu alvo era eu. Ele veio em minha direção, e eu pulei em sua cabeça.
Mas ele levantou vôo comigo em cima dele. Quando eu matei-o eu absorvi uma
espécie de aura, que me deu um poder de gritar.
-
Gritar?
-
Exatamente, ao sair de Whiterun eu te mostro.
-
Não acredito numa única palavra.
Fiz
uma cara de nervoso e mandei ela me seguir. Levei-a até os restos do dragão
próximos a torre vigia onde a batalha ocorreu. Irileth estava lá junto com
Farengar.
-
Uau, queria estar aqui na hora que vocês estavam lutando. De que adianta ver
ossos de dragão? Queria ver um vivo – Disse o mago Farengar decepcionado.
-
Você morreria na luta – Irileth falou, tão delicada quanto um gigante que teve
seu mamute morto.
A
bretã ficou boquiaberta ao ver o esqueleto de um dragão ali, realmente era
difícil acreditar, mas o momento que ninguém queria viver para presenciar
chegou. Os dragões estavam voltando.
O
próximo passo era buscar informações sobre onde ficam os anciões que me
chamaram pelo nome de Dovahkiin. Falamos com o homem da carruagem próximo aos
estábulos de Whiterun, ele falou que sabia quem eram. Viviam no topo de uma
montanha. Talvez a montanha que brilhou na hora que aquelas vozes tomaram a
atenção do povo de Whiterun. O nome do lugar de que ele estava falando é Alto
Hrothgar, uma fortaleza que fica nessa montanha. É lá que devo ir.
-
Quanto você cobra pra me levar até lá? – perguntei ao homem da carruagem.
-
Perdão, só passo por estradas oficiais que levam até as capitais de Skyrim, pra
chegar até lá é preciso subir em algumas montanhas, meu cavalo aqui não agüenta
tanto esforço. – ele explica
-
Então me explica como eu chego lá.
-
Certo – ele pegou um mapa na parte de traz da carroça e riscou onde devo ir –
toma, marquei nesse mapa o rumo que você deve tomar, como pode ver você deve
contornar essa montanha, dar a volta nessa barricada de pedra e chegar nesse
pequeno vilarejo chamado Ivarstead. É um longo caminho, desejo-lhe sorte – ele explicou
o caminho apontando no mapa com o dedo.
Guardei
o mapa no qual o homem me presenteou e comecei a andar, olhei para Talline ao
meu lado e vi que ela não estava com uma expressão muito confiante.
-
Quer ficar na vila? – perguntei
-
Mas e se você se ferir?
-
Eu tenho uns quinze frascos de poção comigo. E outra, estou indo para uma
fortaleza de anciões amigáveis, e não numa masmorra cheia de esqueletos e
draugrs.
-
Tudo... Tudo bem então, ficarei por aqui mesmo. Boa sorte, Drunmon.
Fiz
um sinal positivo com a mão e continuei a andar, quase imperceptivelmente estava
Lydia, a recém declarada guarda-costas atrás de mim. Era mais ou menos horário
de almoço, parei em Riverwood para almoçar na estalagem Gigante Adormecido,
paguei o almoço para a Lydia também, e depois voltamos a andar, o caminho era
longo até Ivarstead, mas eu conseguirei.
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| O mapa que o homem da carruagem fez pra mim |

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