O palácio do Jarl é muito grande, maior do que qualquer outra cidade do reino, logo ao entrar podia-se ver uma escada que levava ao salão principal, com duas grandes mesas cheias e uma lareira ao centro com um fogo que iluminava todo o salão, que por sinal não tinha janela. O Jarl estava sentado em seu trono discutindo com uma outra pessoa, talvez seja seu conselheiro. Avancei em direção a ele, até que uma mulher elfo me impediu colocando sua mão no meu peito. "Qual o motivo dessa interrupção? Não percebe que o Jarl está ocupado?" a elfa me perguntou impaciente. Quando olhei pra trás vi a bretã Talline me encarando com um olhar de "como você é burro" cerca de 2 metros de mim, aí eu percebi que tinha feito besteira em simplesmente avançar desse jeito.
Aí a bretã foi me socorrer. "É sobre o ataque do dragão. Nosso amigo aqui estava presente no local no momento que ele destruiu Helgen" ela disse. "Nesse caso..." disse a elfa estressada antes de ser interrompida pelo Jarl. "Você é a pessoa na qual os guardas estão falando? Estava te esperando. - pelo jeito realmente estava ansioso em me ver, afinal ele parou de discutir com seu conselheiro para falar comigo - Proventus, volte ao trabalho. Terminaremos isso depois" ele disse. Então começou a me observar de cima abaixo, parecia estar me examinando. "Quer dizer então que você, redguard, estava em Helgen. Me diga, o que estava fazendo lá?" ele perguntou. "Visitando um parente" respondi. Era mentira, lógico. Não contaria a ele que eu estava sendo executado. "Pergunto pois você tem cara de turista, parece que veio a Skyrim recentemente. - como ele poderia saber isso com apenas uma olhada? - Qual é o seu nome?" ele perguntou. Acho que ele é uma pessoa de confiança, direi a verdade dessa vez. "Drunmon" respondi. "Prazer conhece-lo Drunmon, eu sou Balgruuf. Agora me diga, como era aquele dragão?" ele perguntou novamente. Minha memória daquele momento estava bagunçada, deve ter alguma coisa haver com aquelas palavras que o dragão gritou quando estava na minha frente. Demorei um pouco pra responder, então o Balgruuf se pronunciou novamente, "Esqueça, não me diga. Há uma pessoa aqui que quer saber isso mais do que eu. Meu mago da corte Farengar. Ele tem feito algumas pesquisas sobre isso, porém não resultou em nada. Talvez você possa ajuda-lo, afinal você viu um desses monstros em carne e osso" ele falou sorrindo e nos guiou até esse Farengar.
Quando entramos na sala Farengar estava numa espécie de mesa misturando algumas coisas numa vasilha com o objetivo de fazer poções, talvez seja alquimia. Em cima do balcão da sala de onde ele estava haviam alguns pergaminhos de magia, vários livros e grimórios, gemas que continham almas e vários outros artefatos mágicos. Eu sou completamente leigo nesse negócio de magia, pode até ser algo útil, mas é muito complexo pra mim. "Farengar, trago comigo uma pessoa que você talvez tenha muito interesse em conhecer" disse Balgruuf. Farengar era um tipico mago, com mantos encantados e capuz. "Quem poderia ser? Uma senhorita atronach que sabe falar?" disse o mago enquanto fazia sua alquimia sem nem ao menos olhar para trás. "Esse homem se chama Drunmon, ele tem conhecimento sobre os dragões e talvez ele possa te ajudar na sua pesquisa" do jeito que o Balgruuf fala parece que eu sei tudo sobre dragões. Nesse momento Farengar demonstrou interesse e parou de misturar os ingredientes. "Entendo... então é você aquele bravo guerreiro que lutou com o dragão que tanto falam por aí" ele falou, parece que os rumores sobre mim estão um pouco equivocados. Pude ouvir Talline dando uma risadinha atrás de mim. "A... acho que sim" respondi. "Então você deve fazer um favor pra mim, eu estou a procura de uma placa de pedra" disse o mago. E eu permaneci em silêncio. "Deduzo que você quer saber qual a importância de uma placa de pedra. O nome dessa placa é Tabuleta do Dragão, é um artefato histórico escrito em linguagem dragônica. Não tenho certeza de quem é o autor dessa obra, apenas sei que essa pedra é um mapa que nos guia a sepulturas de dragões, temos que saber a localização dessas sepulturas pois se os dragões realmente estão voltando a vida poderíamos destruí-los antes que eles pudessem reencarnar, compreende?" ele me explicou. "Mas como podemos saber se eles estão realmente saindo dessas sepulturas?" Eu perguntei. "Não podemos. Isso é apenas uma hipótese. Mas precisamos começar de alguma forma. E tem também uma grande chance dessa placa conter alguma informação importante para nós" explicou Farengar. Fiz um sinal de positivo com a cabeça. "Onde fica essa placa?" perguntei. "Esse é o principal problema. Minhas suspeitas são de que ela está no santuário do túmulo das cataratas sombrias. É um ruína nórdica que fica próximo de Riverwood. Mas existem várias ruínas nórdicas, a probabilidade da placa estar lá é pequena, e isso sem falar que existem os draugrs. - explicou o mago aflito - portanto, você esta indo para uma ruína perigosa, talvez mortal, pra buscar uma placa que não sabemos a utilidade sem saber se ela esta ou não realmente lá. Percebe sua situação?". Subiu um gelo na espinha, mas continuei com a mesma expressão. "Considere feito" falei e virei as costas. Talline e Farengar ficaram pasmos com a minha reação.
Ao sair do castelo Talline veio falar comigo. "Você tá ficando louco?! Viemos aqui apenas para pedir guardas em Riverwood, e você já conseguiu nos meter numa encrenca dessas" ela veio tentando iniciar uma discussão. "Você não precisa ir" eu falei e a expressão da bretã mudou e ela ficou um tempo me encarando até que ela voltou a falar. "Como assim não preciso ir?! E você? Porque acha que você precisa ir?" ela perguntou novamente. Eu não respondi e continuei a andar, não entendo porque ela se preocupa comigo, ela acabou de me conhecer. Mas não posso negar que me senti mal quando olhei pra trás e vi a ruiva coçando o olho tentando disfarçar as lágrimas que escorriam de seu rosto.
Será que amizade é isso? Uma pessoa se preocupar com a outra desse jeito?
Como posso saber, afinal nunca tive amigos
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