quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Crônicas de Drunmon parte 10 - Bandidos

Certamente havia bandidos lá, portanto fomos andando devagarinho, de maneira furtiva para caso encontrarmos alguém poderíamos matá-lo mais facilmente. Subimos a escada que nos levava ao pátio exterior do túmulo, o que só provou minha teoria. Lá estavam três deles, três bandidos. Um tinha um martelo igual ao do orc que enfrentamos, outro tinha um arco e o outro usava um escudo e espada.
            Fiz um sinal pra Talline atirar no arqueiro enquanto eu tentava apunhalar o com martelo, daí só sobrava o mais inofensivo, o que usa a espada e o escudo.
            Dito e feito. Ela errou dessa vez, mas o tiro foi de grande ajuda, ela acertou a barriga do arqueiro, na região do abdômen. Foi um tiro fundo o bastante pra deixá-lo agonizando ao chão. Enquanto os dois outros bandidos tomavam um susto sem saber o que aconteceu eu dei uma volta tentando me esquivar do olhar deles, mas na hora de apunhalar eu falhei e acertei a lâmina bem no cabo do martelo que estava nas costas dele, o bandido obviamente me percebeu e me golpeou com as mãos. Porém antes que ele pudesse me encurralar eu rolei para trás, então ele pegou o martelo e partiu pra cima. Enquanto isso o outro viu a bretã e avançou nela também.
            O bom de lutar com alguém que usa martelo de guerra é que eles são pesados, assim deixando os ataques mais lentos e mais fáceis de esquivar. E como todo bom bandido burro e acéfalo esse fez um golpe que veio de cima com seu martelo, que ficou preso no chão por causa da quantidade de força usada, deixando-o vulnerável a qualquer ataque meu. Fui pra trás dele e o decapitei rapidamente. Ao olhar para trás vi que a Talline ainda estava lutando com o outro bandido, mas ele estava com a vantagem, parece que ela esqueceu a adaga em Riverwood e estava só com o arco. Uma tremenda duma desvantagem. Quando observei o arqueiro no chão percebi que ele tinha uma adaga, uma pequena e mortal adaga metálica. Era uma oportunidade de eu treinar minha mira, peguei a adaga do chão e joguei. Foi uma cena linda, aquela pequena lâmina girando e girando no vento acertando a cabeça daquele bandido que não usava elmo. O corpo dele caiu no chão bem ao lado da Talline, que tentava se defender com o arco.
            - Como você... Quando você...? – Talline estava confusa
            - Não me pergunte. Isso nunca mais vai acontecer

Todos estavam mortos, exceto o arqueiro que estava ao chão, gemendo, com uma flecha acima do umbigo. Levantei a espada para aplicar o golpe da misericórdia, até a bretã interromper.
- Não faça. Ainda não
- Por quê? – perguntei
- As vezes ele tem algo pra falar pra gente. Alguma pista, talvez.

Eu acho furada tentar alguma coisa com esse bandido, as vezes ele fala coisa errada, não é confiável. Mas deixei-a perguntar.



- Ei, ei! Olha pra cá. – Ela falava enquanto dava uns tapas na cara do bandido no chão
O bandido olhou e fez uma cara de susto.
- Tem mais algum amigo seu aí dentro? – ela apontou pra entrada dos túmulos.
- T... Tem quatro. Por... Por favor, me deixe ir! – o bandido suplicava
- Você sabe de alguma placa de pedra com algumas coisas escritas?
- O que?!

Ela se levantou e falou no meu ouvido
- Pode fazer

Eu levantei minha espada e cravei no pescoço dele. E nós fomos em direção aos túmulos. Eu olhei pra trás. Vi ali três corpos no chão, deixados para serem devorados pelo tempo, talvez para servirem de alimento para algum lobo. Triste, mas é o destino, ou você mata ou é morto. O engraçado é que eu não pensava assim algum tempo atrás. Não sei se eu que estou me transformando num assassino ou se talvez eu esteja abrindo os olhos e vendo realmente do que sou feito. É isso, estou vendo do que sou feito, vendo do que o mundo é feito.
Abrimos aquela fria e pesada porta de pedra que nos dava a entrada aos túmulos, tentando fazer o mínimo barulho possível, sabendo que haviam mais quatro bandidos lá dentro. Lá dentro era cheio de teias de aranha, as paredes estavam meio quebradas e tinham dois pilares no meio do salão. Podia-se ver também alguns skeevers mortos e alguns corpos no chão. Inimigos dos bandidos talvez. Haviam dois deles no outro lado do salão, estavam conversando. Falando alguma coisa sobre uma garra dourada e outro membro da gangue que sumiu.
- Será que ele vai demorar pra voltar? Não quero ficar dentro desse lugar dos demônios – um deles dizia.
- Acalme-se, nós ainda vamos achar Arvel – a mulher falava
- Que se dane o Arvel, ninguém mandou ser burro e ir sozinho abrir a porta com a garra dourada!
- Pode tirar o cavalinho da chuva, não sairemos daqui sem a garra dourada do Arvel.

Eles mencionaram uma garra dourada, acho que isso é uma pista.

Fiz um sinal para a Talline novamente atirar na arqueira enquanto eu atacava o outro que tinha uma espada de duas mãos. Mas quando olhamos novamente vimos que os dois não estavam mais lá. Fomos um pouco mais pra frente para checar.
Eles estavam no lugar onde tinha uma barraca e uma fogueira, estavam fazendo comida, mas já não estavam lá. Sumiram do campo de visão, de repente ouvi um grito abafado, Talline que estava um pouco atrás de mim tinha sido pega pelo bandido com espada. Eles foram mais rápidos que nós.
Corri em direção a ela, o bandido estava segurando ela pelo pescoço contra um dos pilares. Dei uma cotovelada na costela dele, mas ele não soltava. Ela estava ficando pálida, e eu ficava cada vez mais furioso com aquele bandido que não largava ela, ele parecia um armário de tão grande. Então peguei a minha espada de oricalco e fiz um corte em suas costas que ia dês do ombro até a perna, ele gemeu e finalmente soltou ela, porém ele avançou em mim. Comecei a recuar, mas a arqueira me deu uma rasteira, e eu caí no chão.

Não sei mais o que fazer. Estava encurralado sem meios de escapar. Observei o bandido pegando lentamente o machado em suas costas e vindo em minha direção.

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