sábado, 12 de outubro de 2013

Crônicas de Drunmon parte 1 - Reencarnação da besta

Então lá eu estava, prestes a ter um machado atravessando meu pescoço lado a lado. Toda a população
da vila que eu mal sabia o nome observando minha morte, alguns com olhar de pena, outros com olhar de raiva - provavelmente estão me confundindo com os rebeldes vestindo colraças esbejeadas - a pior parte não era a morte, e sim a vergonha de morrer. Não poderia ter minha encerrada ali, seria uma vergonha para a minha familia. Viver a outra vida lembrando que fui morto sem motivos. É nessas horas que me arrependo de ter saido nessa jornada para conhecer toda a Nirn. "Porque não fiquei na minha casa em Hammerfell e vivi uma vida normal?" eu me pergunto.

Tudo foi tão rapido.

Mas seguindo a lógica da coincidência naquela hora um ser, até aquela hora mitológico, apareceu das nuvens surgindo de trás de uma montanha, pousou de forma destrutiva em uma torre vigia que ficava logo ao lado da pedra de execuções, era um dragão. Na hora do pouso causou um impacto tão grande que causou um balanço nas extruturas daquelas terras que fez com que, por "sorte", o homem com o machado tropessase antes que pudesse me decepar. Meus problemas não acabaram, afinal um dragão que
certamente possuia muito poder estava logo ali.

Ouvi um rugido - O céu escureçeu
Ouvi outro rugido - Meteoros começaram a cair. Uma onda de vento me empurrou para longe.

Meio inconciente e incapacitado ouvi uma voz falando para eu me levantar, deitado no chão olhei para o lado e vi quem era a pessoa gritando. Um dos rebeldes encouraçados. Pensei comigo "é por causa deles que estou aqui. É uma boa idéia aceitar a ajuda?"; deixei o rancor de lado, recuperei a conciencia e me levantei. Entrei numa torre onde estavam alguns rebeldes feridos com o incrivél poder do dragão, e uma pessoa que dizia ser o lider dos rebeldes, não tenho a minima ideia de quem seja e sequer sei do que se trata a rebeldia.

Contanto que me ajudem a permanecer vivo fico ao lado deles.

Esses rebeldes me olharam com uma cara de espanto. Parece que não gostam de mim, talvez me achem estranho pelo fato de que não tem tantos redguards em Skyrim, mas o olhar deles não tinha apenas estranheza, mas conseguia também perceber um certo desgosto em suas faces. O homem que me guiou até a torre me mandou segui-lo até a parte de cima da torre, tive que obedecer, não conhecia essas bandas então não sabia qual era a melhor rota para fugir. No andar de cima tinha outro rebelde tentando empurrar algumas rochas para livrar a janela da torre de repente o dragão abre um buraco na parede do segundo andar da torre lançando rochedos para todos os lados, o rebelde que estava trabalhando foi atingido, morreu na hora. Tanto eu quanto o rebelde que me ajudou demos um pulo para trás para não sermos atingidos, mas uma pedra do tamanho da minha cabeça atingiu meu braço esquerdo, "você está bem?!", perguntou o rebelde encouraçado, "O dragão já foi *Ugh* vamos continuar", eu respondi. Não tinha outro jeito de sair da torre. Muitas pedras estavam no caminho, o único jeito era pular da torre pelo buraco que o dragão fez, tinha uma estalagem destruída do outro lado, poderia pular para lá sem problemas. "Vá, depois eu te encontro. Ali *aponta*, tem uma torre daquele lado, podemos escapar pela caverna que tem lá dentro, vou acabar meu negócios por aqui e te encontro lá", sem pensar duas vezes eu pulei, cai no segundo andar da estalagem destruída, não pude conter o impacto, afinal meus braços estão amarrados.

Saí da estalagem. Encontrei o homem que estava ao lado do executor, ele estava ajudando uma criança que ficou perdida no meio da confusão. "Prisioneiro, já não temos mais interesses em mata-lo", ele me falou, "você pode ser de grande ajuda, siga-me se quer viver".

Depois de tudo não sei quem é a presa e quem é o caçador.

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