sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Crônicas de Drunmon parte 2 - honra

Eu, junto com o imperial, corremos em direção da torre vigia, segundo ele lá tinha uma saída da vila, e parecia ser o mesmo lugar que o rebelde chamado Ralof me indicou, parece que esses imperiais são inimigos dos rebeldes, se chegar na torre junto com o oficial sabe-se lá o que ele vai pensar. Estávamos correndo e desviando das chamas daquele dragão, eu parei por uns segundos e olhei pro céu: aquele dragão estava claramente olhando pra mim enquanto me rondeava. "Porque você parou?! Já tá desistindo?" berrou o oficial, olhei pra ele e corri de novo.

Porém, quando eu menos esperava o dragão pousou estrondosamente na minha frente, eu cai no chão por causa do tremor e ele, um pouco mais atrás, manteve o equilíbrio e sacou sua espada. Antes que eu pudesse me levantar o monstro me olhou nos olhos e disse, em uma maneira um tanto quanto humana, "Lost vahzah", não faço a mínima ideia do que significa, deve ser alguma língua de dragão. Ele deu um impulso com as asas e levantou voo, a luz do sol brilhava em suas costas, só podia ver sua silhueta, e, novamente, ele grita "Dovahkiin daal!" e ruge logo depois. Levantei-me e voltamos a correr.

Logo após a nossa entrada no portão do pátio onde fica a torre vigia eu pude ver Ralof. O oficial não gostou nada de vê-lo ali, "Suma do meu caminho, traidor", Ralof respondeu "Estamos escapando, Hadvar. Você não nos deterá desta vez", Hadvar provavelmente é o nome do imperial que eu segui. Eu estava logo atrás dele, percebendo a posição estratégica, Ralof me fez um sinal para dar o primeiro golpe, obedeci. Dei um chute certeiro na coluna dele, que o fez tropeçar na direção do rebelde, que prontamente embainhou sua espada e decapitou o oficial. "Fez uma escolha inteligente, redguard" cumprimentou Ralof, fiz um sinal de positivo com a cabeça. Ele me mandou entrar na torre, disse que ia logo depois, cheguei na porta e tornei a observa-lo, ele cravou sua espada no peito do corpo de Hadvar, e lá ficou. O rebelde olhou pra mim, e provavelmente percebeu minha cara de quem não entendeu esse ritual. "Minha espada carrega a fúria de todos os inocentes mortos pelas mãos dos oficiais do império, cravo minha espada em seu coração pra simbolizar a vingança dessas almas", o rebelde tentava justificar o seu feito. Não contive a raiva. "Uma morte não justifica a outra" retruquei. Ficamos um tempo em silêncio numa troca sombria de olhares. "Vamos entrar, afinal, não queremos ser mortos pelo dragão", dizia Ralof enquanto passava do meu lado tentando evitar outro contato visual, obviamente uma tentativa de fugir do assunto. Parece que os rebeldes não conseguem achar uma justificativa plausível de suas ações, mas não parei pra discutir, entrei logo após ele.

Lá dentro tinha uma sala vazia, empoeirada, com uma mesa ao fundo, um corpo com a mesma couraça se encontrava ao chão, Ralof estava ajoelhado ao seu lado. "Gunjar, que sua alma descanse em paz em Sovngarde", devia ser algum ex-companheiro de batalha dos rebeldes, "Redguard, qual o seu nome?", ele perguntou. Eu já sei o nome dele, nada mais justo de ele saber o meu. "Drunmon, do deserto Alik'r", respondi. "Guerreiro Drunmon, pegue o equipamento do Gunjar aqui, ele não precisará mais dele", fiz um sinal de negativo com a cabeça, "Um guerreiro morre  com sua farda, e assim deve permanecer". O rebelde suspirou e impacientemente falou "Faça como quiser".

Segundo minha concepção de morte em batalha, uma pessoa que morreu com sua farda terá sua honra retirada se um desconhecido usa-la.

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