Quando sentei para descançar em pouco tempo acabei dormindo.
Era um sono profundo após uma ardua batalha. Não fazia idéia de quanto tempo tinha passado até que acordei com um barulho de passos, era ela. A mulher que eu tinha salvado tinha acordado, eu vi ela andando naquela sala onde eu tinha matado os imperiais. Estava mancando, deveria estar com sequelas do que fizeram com ela naquela sala de tortura. Quando vi levantei para para-la, ela olhou para trás e me viu e então começou a correr mesmo mancando. Eu continuava a correr atrás dela. Então chegamos num caminho sem saída, era uma ponte levadiça com uma alavanca, ela tentou puxar mas estava sem forças, e sabendo que não podia mais fugir ela embainhou a espada. "P... pare aí", sua voz estava fraca e sua mão páldia estava tremendo, eu sabia que ela não podia fazer nada nessas condições. "Acalme-se, eu não vou machuca-la", ela ficou um tempo parada com a espada armada e então percebeu suas condições e largou a espada.
Era um sono profundo após uma ardua batalha. Não fazia idéia de quanto tempo tinha passado até que acordei com um barulho de passos, era ela. A mulher que eu tinha salvado tinha acordado, eu vi ela andando naquela sala onde eu tinha matado os imperiais. Estava mancando, deveria estar com sequelas do que fizeram com ela naquela sala de tortura. Quando vi levantei para para-la, ela olhou para trás e me viu e então começou a correr mesmo mancando. Eu continuava a correr atrás dela. Então chegamos num caminho sem saída, era uma ponte levadiça com uma alavanca, ela tentou puxar mas estava sem forças, e sabendo que não podia mais fugir ela embainhou a espada. "P... pare aí", sua voz estava fraca e sua mão páldia estava tremendo, eu sabia que ela não podia fazer nada nessas condições. "Acalme-se, eu não vou machuca-la", ela ficou um tempo parada com a espada armada e então percebeu suas condições e largou a espada.
"Quem é você?" ela logo perguntou, olhei pra ela e tornei a olhar para frente. "Um andarilho" respondi. "Você... você é de Hammerfell, né?" ela tornou a perguntar. "Os curiosos morrem cedo - respondi - você não tem mais força pra nada, então fique atrás de mim", Puxei a alavanca para abrir a porta levadiça e continuei andando para uma caverna que tinha mais adiante. Ela ficou parada lá me encarando, sabendo disso sem olhar pra trás eu disse "Não seria problema nenhum pra mim deixar você aí para ser capturada pelos imperiais de novo". Ela fez um expressão de susto e começou a me seguir. Mesmo andando ela não parava de perguntar coisas impertinentes como "como você chegou aqui?", "você é um soldado de Alik'r?". "Você era bem menos irritante dormindo" eu falei, e ela ficou quieta.
De repente chegamos numa parte da caverna onde as paredes estavam forradas de teias de aranha, o cheiro daquele lugar era horrível e potencialmente tóxico. Então ouvi um barulho vindo do teto, lá estavam elas: as aranhas frieiras descendo de suas teias. Eram cinco delas, duas grandes e três pequenas. Desde que entrei em Skyrim já sabia dessas aberrações que viviam ao sul do continente nas áreas mais geladas, um jato de seu veneno era mortal. Lutar era inútil. Se minha pele entrar em contato com aquelas patas de aranha eu já fico envenenado, não posso arriscar. "Tome isso e corra pra aquele lado" apontei para uma abertura na caverna enquanto entregava meu arco e algumas flechas para a ruiva. "O que você acha que pode fazer? Esses bichos vão te matar se você lutar sem armadura" ela falava enquanto pegava o arco. "Eu não vou lutar, mas vai logo." respondi rapidamente. Nesse meio tempo as aranhas chegaram ao chão e a mulher já estava no lugar onde eu havia indicado. De onde eu estava podia avistar uma espada de cor verde escura, aparentava ser de oricalco, material de orc. As aranhas avançaram em mim rapidamente, e a expressão de medo no rosto da garota não saia, eu pulei por cima delas e cai perto da espada, peguei a espada e levantei. Olhei para trás e vi as aranhas me cercando. Não tinha o que fazer, de um lado estava a parede da caverna e na minha frente as aranhas venenosas, o que eu podia fazer era pular por cima delas de novo, mas dessa vez não tinha espaço para pegar impulso, seria arriscado tentar. Se ao menos uma dessas aranhas estivesse um pouco deslocada eu poderia arriscar o pulo. Foi aí que aquela garota mostrou sua utilidade, ela conseguiu matar uma das aranhas com apenas uma flechada, daí eu peguei a espada e corri pela brecha que ela havia criado e cheguei do outro lado da caverna onde havia outra passagem. "Vamos logo antes que elas cheguem aqui" falei pra ela. "Não precisa, olha", ela abriu a mão e começaram a sair faíscas, que se transformaram em chamas. "Você é feiticeira?" eu falei. "Não, sou maga de batalha" ela respondeu.
Magos de batalhas são pessoas que usam tanto magia quanto espadas, normalmente usam a magia para suporte, como curar ferimentos, incendiar ou congelar o inimigo e usam a espada como fonte principal do dano. Então ela lançou fogo no chão onde as aranhas estavam passando, impedindo que elas pudessem atravessar, as duas aranhas grandes ainda estavam vivas, mas não eram burras de passar naquelas chamas.
"É bom irmos andando, fogo de mago não costuma permanecer aceso por muito tempo" ela falou e virou as costas, e continuamos andando. "Você percebe que acaba de arriscar sua vida por causa de uma espada?" ela falou com uma cara de brava. Eu suspirei e respondi "você não sabe nem meu nome e já esta se preocupando comigo". "Eu já perguntei pra você seu nome, esqueceu?" a expressão de raiva na cara dela não saía. "Hmpf. você primeiro" respondi. "Eu sou Talline Bontieve, pelo contrario de você eu confio nas pessoas" ela respondeu rapidamente. "Drunmon" eu falei, praticamente interrompendo ela. "O que?" ela respondeu. "Por Tava, meu nome é Drunmon!" respondi. Ela ficou assustada, acho que acabei gritando.
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